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Laranjal - Praias -   Balneário Santo Antônio - História
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Balneário Santo Antônio - História - O Balneário Santo Antônio é um sub-bairro do Laranjal e foi o primeiro a ser implantado, sendo por isto confundido pela maioria como "O Laranjal" e para onde se dirigem todos os visitantes, assim como a maioria dos Pelotenses na temporada de veraneio.

No dia 31 de Janeiro de 1952, foi inaugurado oficialmente a Vila Residencial Balneário Santo Antônio, se dividiu em três partes, conforme os cadastros na Prefeitura.

A primeira parte foi aprovada pela Prefeitura Municipal de Pelotas em 3 de outubro de 1949, o responsável técnico tanto pelo projeto quanto pela construção foi a empresa Sociedade Geral de Construção Ltda.  Esta obra englobava a drenagem das terras, a rede de água e, escoamentos pluviais, consolidação e abaulamento das ruas.  Em razão do espírito pioneiro de preservação ecológica, o traçado das ruas obedeceu à preservação das figueiras adultas, sendo feito o contorno em volta delas, até hoje preservadas.

A primeira avenida de acesso à praia construída foi a Avenida José Maria da Fontoura, nome dado por Antônio Augusto Assumpção Junior para homenagear ao antigo proprietário.

Na avenida da orla da lagoa, foram plantadas mudas de figueiras, intercaladas com Jerivás (espécie de coqueiro típico da região). Significativas doações de terrenos foram feitas, como o da Igreja Santo Antonio e o do Hospital Pronto Socorro, localizados na Avenida José Maria da Fontoura, sendo que atualmente o Hospital que chegou a funcionar como um hospital geriátrico está desativado.

Em maio de 1954, dois anos mais tarde da inauguração Antônio Augusto de Assumpção Junior veio a falecer. Antes de sua morte tinha vendido o loteamento para Adolfo Fetter, que o consolidou e o ampliou.

Do que me lembro:

Apesar da data de inauguração oficial declarada pelas respeitáveis fontes, abaixo citadas, com confiável documentação e origens, completei meu aniversário de 10 anos, data que ficou muito bem marcada pelos vários acontecimentos do dia, trabalhando com meu pai, que era empreeiteiro de obras na construção civil, numa casa, em uma rua transversal, próxima a praia, que pertencia a Mário René, um locutor da Rádio Cultura de Pelotas - PRH4. Isto foi em 1951.

Pouco tempo depois, o acesso à praia era feito em caminhões com carroceria aberta onde colocavam tábuas de madeira atravessando a carroceria os quais serviam de banco para os passageiros. A energia elétrica era fornecidada por uma cooperativa e só funcionava por poucas horas durante o dia.  A empresa denominava-se Sociedade Praia do Laranjal e possuia algumas caminhotes não lembro se Ford ou Chevrolet, acho que era Ford, tipo perua, com carroceria de madeira que servia para levar os compradores ao local.

Referências:
GUTIERREZ, Ester J. B. Negros e Charqueadas e Olarias: um estudo sobre o espaço pelotense. 2º ed. Pelotas: Ed. UFPel, 2001
LÉON, Zênia de Casarões contam sua história, 1°volume, Pelotas, 1992. Biblioteca Pública de Pelotas visita em: 26/06/2009
ETCHEVERRY, José V. Laranjal vol. 2 (1948 a 1979), Pelotas, 1997. Biblioteca Pública de Pelotas visita em: 26/06/2009
POLIDORI, Maurício Couto e outros. Projeto Laranjal XXI - Pré Diagnóstico Global. Pelotas: FAURB, 1992.
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