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Pelotas - Bairros -   Porto - História
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Porto é um bairro de Pelotas, localizado na zona sul da cidade, é onde se encontra o Porto da cidade e também se realiza o carnaval.  Durante muito tempo o bairro Porto foi a referência socioeconômica da cidade de Pelotas, concentrando diversas atividades, como as charqueadas ao longo do Canal São Gonçalo.  Entretanto para se atingir tal estágio, este local passou por um longo processo de transformações, modificando seu ambiente natural, construindo um espaço rico arquitetonicamente que ostentou esta sociedade durante anos.  Depois de atravessar um extenso processo de desvalorização e decadência dentro da sociedade, o qual acabou culminando com a descentralização do centro urbano para outra localidade da cidade, restou a este local o abandono e a desvalorização imobiliária.  Hoje, o bairro localizado às margens do canal São Gonçalo apresenta uma fisionomia urbana industrial, e uma paisagem carregada culturalmente, onde estão visíveis os diferentes momentos desta sociedade que presenciou este recorte histórico da cidade de Pelotas.
Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Porto_(Pelotas)

Bairro da Várzea - O bairro da Várzea teve sua ocupação iniciada a partir da implantação do porto ao sul da cidade, às margens do canal São Gonçalo, na década de 1830. A ocupação efetiva se deu de forma vagarosa a partir deste momento, mas recebeu mais força com a desobstrução da foz do referido canal na década de 1870 e com a ligação da área à malha urbana já consolidada através de ruas e de uma linha de bondes.  A partir do final do século XIX, com o declínio da atividade saladeiril, inicia-se a criação de um núcleo fabril em Pelotas, e por influência das melhorias na estrutura portuária, as zonas do porto e da Várzea atraíram algumas das empresas de maior importância econômica e também com maior número de operários concentrados, entre elas a Cervejaria Sul-Riograndense, a Companhia Fiação e Tecidos Pelotense e a Companhia Frigorífica Rio Grande, que mais tarde tornou-se o Frigorífico Anglo.  A concentração fabril foi um fator que contribuiu para a ocupação da zona sul e leste da cidade pelas famílias operárias.  Estimulados pelos incentivos oferecidos pelas legislações municipais que, a partir de 1913, isentaram impostos para a construção de casas populares e pela possibilidade de lucro com aluguéis, proprietários de terrenos naquela zona construíram vilas e conjuntos de casas geminadas e em fita. As amizades que se iniciavam no ambiente de trabalho da fábrica de tecidos iam se desenvolver no dia-a-dia dos operários fora dali, em suas casas, nos bailes, nos cinemas, no lazer dos finais de semana.  Os namoros viraram casamentos, vieram os filhos, que viraram amigos dos filhos dos colegas.  Da mesma forma, as amizades que foram travadas na rua, poderiam levar os companheiros para o convívio da fábrica, já que era por indicações que se conseguia uma vaga para trabalhar. As condições de vida enfrentadas por todos os operários influenciavam na sua forma de trabalhar, no seu rendimento na produção. Se houvesse enchente, menos trabalhadores poderiam chegar ao serviço.  Se houvesse carestia de alimentos, talvez eles ficassem menos fortes para enfrentar a jornada, e se houvesse reivindicações de classe, eles participariam.
Foto: Companhia Fiação e Tecidos Pelotense, nos lotes vazios ao redor foram erguidas casas destinadas aos trabalhadores fabris.
Fonte: http://ich.ufpel.edu.br/memoriaemrede/arquivos/ResumoCintia.pdf
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