Rio Grande do Sul -   Pelotas - Entorno da Praça Coronel Pedro Osório
Nesta página estaremos apresentando imagens dos prédios que circundam a Praça Praça Coronel Pedro Osório narrando, quando possível, sua história que, em sua maioria são prédios já tombados pelo patrimônio histórico, cujos proprietários, os "Barões do Charque", fizeram a história de Pelotas.
Entorno da Praça Coronel Pedro Osório.
Prefeitura Municipal construída em 1881. - Fachada da Prefeitura - Praça Coronel Pedro Osório, 101, em continuidade da Rua 15 de Novembro. - Adiante, segmento da Rua 15 de Novembro, a partir da esquina da Rua Lobo da costa.  O prédio que aparece à direita, à frente, é uma das quatro fachadas do Mercado Central, fazendo frente para a Rua 15 de Novembro. - Foto: Dagoberto Gentil Silva da Cunha - 18/01/2007.
Fotografia comemorativa ao Bicentenário de Pelotas - com o trabalho de mais de 30 pesquisadores e historiadores, "atualiza" a história da cidade de 1912 até 2012, novamente sob organização do professor Luis Rubira.
Prefeitura Municipal de Pelotas com preparativos de decoração para os festejos de Natal e de Ano Novo, no ano anterior à comemoração do Bicentenário de Pelotas.
Prefeitura Municipal construída em 1881. - Fachada da Prefeitura - Praça Coronel Pedro Osório, 101, em continuidade da Rua 15 de Novembro. - À sua direita, a parte do prédio que aparece é o da Bibioteca Pública de Pelotas e, à sua esquerda, ao longe, parte do prédio do Mercado central, frente para a Rua Lobo da Costa, fazendo esquina com a Rua Andrade Neves.
Biblioteca Pública construída entre 1878 a 1881. - Fachada da Biblioteca Pública - Praça Coronel Pedro Osório, 103, em continuidade da Rua 15 de Novembro. - Um pouco da história:
A história conta que foi fundada em 14 de novembro de 1875, por diversos cavalheiros da sociedade local, liderados pelo jornalista Antônio Joaquim Dias, com o objetivo de colaborar para o conhecimento intelectual e cultural dos pelotenses. Em 7 de setembro de 1878, foi lançada a Pedra Fundamental, com a presença do Dr. João Simões Lopes, o Visconde da Graça, que inaugurou os alicerces do prédio, projetado por José Izella Merotte e construído graças às doações da população mais abastada, que mandava trazer da Europa vários materiais de construção, como os marcos de pedra e o arco de granito da entrada principal (vindos de Portugal). O povo em geral também deu a sua contribuição, através da doação de madeira, pregos, cortinas, além de dinheiro, arrecadado em quermesses e bazares. Entre 1911 e 1913, sofreu acréscimo de um segundo piso, projetado por Caetano Casaretto. A linguagem formal do edifício vem do historicismo eclético, composto por colunas e pilastras, tendo o acesso central marcado por um frontão sustentado simetricamente por cariátides, além de balcões e sacadas de púlpito. Um globo coroa toda a construção, como um marco da sabedoria e símbolo máximo do Positivismo (filosofia embasada na observação e experiência).
Biblioteca Pública construída entre 1878 a 1881. - Mesma imagem acima, tomada de outro ângulo.

Há várias pinturas executadas no interior do prédio, como ao lado do frontão da escadaria, paredes laterais, painéis junto ao teto. O teto do paravento apresenta o emblema em entalhe feito por Guilherme Schmoll.  A Biblioteca funcionou durante muitos anos num prédio cedido pelo Dr. João Simões Lopes - Visconde da Graça, na rua General Vitorino (atual Rua Anchieta) esquina de Rua General Netto, contando na época com um acervo de 960 volumes.  A Inauguração definitiva ocorreu em 1888.
Dias e horário de funcionamento: Segunda a Sexta - das 08:00 às 11:45 e das 13:00 às 18:00 horas - Telefones para informações: (53) 3222-3856 - Não é cobrada taxa para visitação ao prédio e/ou consulta dos livros.

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O Rex Hotel, com frente para a Praça Cel. Pedro Osório, pela Rua XV de Novembro, vendo-se antes, ao longe, a Prefeitura, a Biblioteca Pública, e o Edifício com a construçao inacabada do Banco Hsbc, teve por muitos, na esquina da Rua Mal. Floriano o prédio ocupado pela Loja "A Principal".
Outra vista no entorno da Praça Cel. Pedro Osório, pela Rua XV de Novembro, sentido Sul/Norte, mostrando à esquerda o Rex Hotel visto por outro ângulo, adiante o prédio do Banco Itaú, antigo Banco da Província e ao fundo, entre outros, à direita, o Edifício da Associação Comercial de Pelotas.
Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul - Construído em 1926.   -   Fachada do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul - Praça Coronel Pedro Osório, 164 na esquina da Rua 15 de Novembro.  Atual Banco Itaú, desde 1976.  O prédio é do tipo arquitetônico, edifício de dois andares, com entrada principal pela esquina.  O Banco da Província possuía filial em Pelotas desde 1858 e a inauguração da agência ocorreu em 1926.  O imóvel que em 1976 pertencia ao Banco Sul-Brasileiro, foi vendido naquele ano ao Banco Itaú.
Banco Itaú - prédio construído para o Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul em 1926, uma imagem aérea de Gustavo Vara que permite visualizar os prédios que o circundam.
Banco Itaú. - Fachada do Banco Itaú - antes Banco da Província mostrando a face lateral pela Rua 15 de Novembro, hoje Calçadão.
Teatro Sete de Abril   -   A fundação do "Theatro Sete de Abril" data de 1831, quando a cidade de Pelotas era ainda "Vila São Francisdo de Paula".  A inauguração foi no ano de 1834.  Foi mandado construir pela "Sociedade Scênica do Theatro Sete de Abril", sendo o projeto de autoria do engenheiro alemão Eduardo Kretsmer.  Em 29 de dezembro de 1834 houve eleição da mesa e conselho da Sociedade que iria administrar o teatro.  Em junho de 1861 foi organizada em Pelotas a "Companhia Dramática", que atuou no teatro.  Em 5 de setembro de 1869 fez-se a "Reforma dos Estatutos da Sociedade", e a entidade passou a chamar-se "Associação do Theatro Sete de Abril".  :Uma segunda Reforma dos Estatutos foi feita em 1883 e vigorou até 1915.
No que diz respeito ao prédio, no período de 1870-1872, foram executadas importantes reformas.  A reforma de 1916 foi bastante radical que modificou a fachada original que assumiu o aspecto atual.  O novo projeto respeitou apenas os vãos originais, introduzindo ornatos relacionados com a atividade teatral, como: máscaras, liras, violas e um tarol.  Foi feito um frontão em forma de pórtico, onde estão as datas 1834-1916
O Theatro Sete de Abril é o mais antigo teatro em funcionamento no Brasil, e o quarto mais antigo, precedido apenas pelos teatros São João, na Bahia (1806), São Pedro de Alcântara, no Rio de Janeiro (1813) e União, em São Luís do Maranhão (1815). Foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional em 1979.
Bibliografia: 100 imagens da Arquitetura Pelotense / A Cidade de Pelotas - Fernando Luís Osório / Nossa Cidade era assim - Heloísa Assumpção Nascimento / Revista Pelotas-Memória - Nelson Nobre Magalhães.
Teatro Sete de Abril. -  O Theatro Sete de Abril está situado frente à Praça Coronel Pedro Osório, 160, em continuidade à Rua Princesa Isabel e Rua Marechal Floriano, na mesma quadra onde se localiza o Banco Itaú, que faz esquina com a Rua 15 de Novembro e, está entre este e o prédio do onde funcionou por muitos anos o Banco Industrial e Comercial do Sul - Sulbanco, entre outros e atualmente o Banco Santander, prédio que se vê parcialmente à sua direita.  O prédio que aparece à sua esquerda é o Edifício Delgrande.   Esta quadra é a que antecede à quadra onde se localiza o Clube Caixeiral, que faz esquina com a Rua Anchieta, e o prédio do Quartel Legalista, depois, Casa da Banha, que faz esquina com as Ruas Princesa Isabel (seqüência) e Rua Félix da Cunha (perpendicular). - Telefone para contato e informações: (53) 3225-5777.

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Clube Caixeiral - Construído em 1902-1905.  O projeto de construção é do arquiteto pelotense Caetano Casareto, de 1902, e revela um profissional refinado.  A construção original, tal como se vê na foto acima, era encimada por 2 torres, posteriormente demolidas.  O Clube teve origem na noite de 6 de outubro de 1879, quando alguns Caixeiros se reuniram por sugestão do colega Manuel Morales, para em comissão se entenderem com alguns patrões para conseguir o fechamento das portas do comércio aos domingos e dias santos, às 3 horas da tarde, até o dia seguinte.  Após muito esforço isto foi conseguido em 8 de dezembro do mesmo ano.
Em 25 de dezembro de 1879, com a presença de 97 caixeiros, foi criado o clube que tomou o nome de "Club União e Progresso".  Em 10 de janeiro de 1880 o clube passou a chamar-se "Club Caixeiral".  Durante alguns anos o clube ocupou várias sedes provisórias, até que em 11 de dezembro de 1905 passou a ocupar a sede própria, ainda em fase de conclusão.  O Livro de Visitas do clube registra nomes de personalidades na nova sede, como segue: - João de Sá Camela Lampréia - Ministro de Portugal;   -   Dr. A. Cassiano do Nascimento   -   Deputado   Federal;   - Dr. Affonso Penna - Presidente da República;   -   Dr. A. A. Borges de Medeiros - Presidente do Estado;  -   Dr. J. L. Rowen - Ministro norte-americano;   -   Dr. Júlio Philippe - Ministro Chileno;   -   Dr. Bruno Gonçalves Chaves - Ministro junto à Santa Sé;   -   Coelho Netto - Escritor; e, -   G. C. Machado - Cônsul de Portugal.
Bibliografia: 100 imagens da Arquitetura Pelotense / Revista Pelotas-Memória - Fasc. 2 - ano 1996.
 
Esquerda: Fachada do prédio de frente para a Praça Coronel Pedro Osório, 106, vista da praça, aparecendo à esquerda o prédio do Banco Bradesco, antigo local onde funcionou a Mesbla S/A. pela Rua Anchieta. - Direita : Fachada do prédio vista do interior da Praça Coronel Pedro Osório, aparecendo a fachada lateral para a Rua Anchieta, no sentido sul-norte, da Praça para a Av. Bento Gonçalves.
Portão de ferro na entrada lateral pela Rua Anchieta.
Fachada lateral do Clube Caixeiral, vista pela Rua Anchieta, no sentido norte-sul, aparecendo ao final a Praça Coronel Pedro Osório.
Clube Caixeiral - Construído em 1902-1905 - Praça Coronel Pedro Osório, 106 - Dias de funcionamento: Segunda a Sábado - Horário de funcionamento: Segunda a Sexta - 13:00 às 23:00 - Sábados - 8:00 às 12:00 / 14:00 às 23:00 - Telefones para informações: (53) 3227-6484 - Não é cobrada taxa para visitação. - Fachada lateral do Clube Caixeiral, pela Rua Anchieta, vista pelo ângulo inverso ao da imagem anterior.

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Quartel Legalista - "Casa da Banha" -  Localização: Praça Cel. Pedro Osório. - Construção: século XIX, década de 30.
Durante a Revolução Farroupilha (1836), serviu de quartel general a Manuel Marques de Souza - Conde de Porto Alegre. O prédio conserva ainda a simplicidade do ritmo de cheios e vazados do prédio original que, dentre as várias modificações e descaracterizações, teve o telhado com beiral modificado em 1926, recebendo uma platibanda cega.
Mais alguns aspectos da rica história deste casarão: Manoel Marques de Souza (futuro Conde de Porto Alegre), 1836, ali aquartelou-se, durante a Revolução Farroupilha, com dois batalhões, um deles de soldados portugueses.  Resistiu durante dias, ameaçado pela fome e sede, e ainda ter seu paiol explodido pelos tonéis de pólvora dos Farrapos.  Entregou-se e foi preso.  O sobrado também foi sede da Câmara Municipal, redação do jornal Diário de Pelotas, Colégio José Seixas, Colégio Salvador, e de seu sucessor Bernardo Taveira Júnior, Colégio do Dr. Braziliano da Costa e Silva, estação telegráfica, sede da União Republicana, sede da Igreja do Redentor, Quartel da Polícia, Prisão de Miguel Barcellos, sede da Sociedade Eutherpe Musical, Clube Carnavalesco Demócrito.  Desde de 1921 passou a ser propriedade do Clube Caixeiral.
Quartel Legalista - "Casa da Banha", visto por outro ângulo, mostrando a Rua Félix da Cunha.
Empresa de Pompas Fúnebres Moreira Lopes. - Localização: Praça Cel. Pedro Osório, 64. - Construção: 1882.
Na Platibanda o nome empresa era com "Z".  A empresa de Pompas Fúnebres Moreira Lopes foi fundada em 1882, sendo o prédio construído no mesmo ano.  Em 1922, a fachada foi reformada com ornamentos " art noveau ".  Permanece o uso original até os dias de hoje.  O prédio faz parte de um conjunto observado a partir das semelhanças entre linhas de suas platibandas, embora que, por suas funções diferenciadas, os vãos sejam de dimensões diferentes.
Casa localizada entre a Empresa de Pompas Fúnebres Moreira Lopes e o prédio, que abrigava o Restaurante Rivolli, em demolição na época da foto e, cuja fachada foi preservada por tratar-se de prédio tombado.
O prédio, que abrigava o Restaurante Rivolli, em demolição na época da foto e, cuja fachada foi preservada por tratar-se de prédio tombado.
Casa nº 8 - Barão de Cacequi - Conselheiro Francisco Antunes Maciel - Praça Coronel Pedro Osório, nº 8. - Telefones para informações: (53) 3225 3733 / 3225 8355.
Construída em 1878 pelo arquiteto José Izella Merotte para servir de residência à família do Conselheiro Francisco Antunes Maciel (segundo Barão de Cacequi), filho do tenente-coronel Eliseu Antunes Maciel, casado com Francisca de Castro Moreira (filha do Barão de Butuí). - Construção de esquina com recuos lateral e frontal formando acessos ajardinados; porão alto com sacadas e platibanda mista, coroada por frontões curvos, vasos e estátuas possuindo uma clarabóia sobre um hall de distribuição do bloco de esquina, iluminando a circulação que serve de distribuição para diversos compartimentos. No interior, possui forros trabalhados em estuque com relevos em gesso. As varandas são decoradas e protegidas por lambrequins confeccionados em madeira. Esta residência está sendo reformada através do projeto Monumenta.
Casa nº 6 - Barão de São Luís - Leopoldo Antunes Maciel - Praça Coronel Pedro Osório, nº 6. - Horário de funcionamento: de Segunda a Sexta feira das 8:00 às 18:00 - Telefone para informações: (53) 3222 0222.
Construída em 1879 pelo arquiteto José Izella Merotte. Seus primeiros moradores foram os Barões de São Luís, Sr. Leopoldo Antunes Maciel, sendo mais tarde passado para uma de suas descendentes, D. Othília Maciel, casada com o Sr. José Júlio Albuquerque Barros, que foi prefeito de Pelotas. É a casa central do maior conjunto arquitetônico neo-renascentista preservado na América Latina. Construção no limite do terreno, situada no centro do quarteirão. Simétrica tanto na planta quanto em fachada, possui recuo ajardinado, que aliado a um pátio interno proporciona uma planta em forma de "H". Sua fachada de porão alto possui sacadas e uma varanda formada por um jogo de arcos e colunas, cujo acesso é feito por escadaria dupla. O coroamento da edificação, em platibanda mista, torna-se diferenciado no torreão central, onde este é feito com um frontão triangular, sendo que ambos sustentam belas estátuas.  Esta imponente edificação constitui a atual sede da Secretaria Municipal de Cultura e destaca-se pelos vários detalhes que apresenta ao longo de sua fachada.
Detalhes da fachada de porão alto com sacadas e uma varanda formada por um jogo de arcos e colunas, e sua escadaria dupla.
Estátua sobre a platibanda mostrada no detalhe. Há boatos que alguma(s) dela(s) andou "viajando" durante as obras de restauração e não voltaram.
Detalhe do estado de depredação e abandono que justifica a Restauração do prédio.
Casa nº 2 - Barão de Butuí - José Antônio Moreira - Praça Coronel Pedro Osório, nº 2. - Construída em 1830
Inicialmente em estilo colonial, de telhado com beiral, foi erguida para o charqueador José Vieira Viana. Não possui porão nem recuos e com aberturas pequenas.  Sofreu uma substancial modificação por volta de 1880, quando foi adquirida pelo também charqueador José Antônio Moreira (Barão de Butuí), que a presenteou a seu filho Ângelo Gonçalves Moreira. Para essa reforma, foi contratado o arquiteto José Izella Merotte, que a identificou com as casas vizinhas, adotando uma "aparência clássica" construindo mais um pavimento e o coroando com uma platibanda vazada e frontões para marcar o acesso principal ou o centro do prédio. Além disto, houve a aplicação de pilastras sobre as paredes, e a adoção das diferentes ordens de origem greco-romana, e do enquadramento e emolduramento das aberturas. Esta edificação possui um elemento marcante: o mirante, de onde o movimento no canal São Gonçalo era observado.  No ano 1977 o casarão foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, ficando alguns anos em semi-abandono. A partir dos anos 2004 e 2005, com recursos do programa Monumenta do Ministério da Cultura, passou a ser totalmente recuperado, para ser a Casa de Cultura e Museu Adail Bento Costa.  Nesta última imagem, as partes dos prédios que aparecem à direita são: o primeiro parte da casa de Fernando Assumpção; e, o segundo do Teatro Guarany, ambos pela rua Lobo da Costa.

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Casa de Fernando Assumpção - Rua Félix da Cunha, 570, esquina com Rua Lobo da Costa.  Casarão de esquina e com corredor lateral, mandado construir em 1887 pelo Senador Joaquim Augusto de Assumpção (18/07/1850 - 02/04/1916) - neto do Barão de Jarau - Joaquim José Assumpção e de sua esposa, Maria Francisca Mendonça (Mariquinha), para sua residência.  De porão habitável na base, possui corpo com vãos de sacada de púlpito em ferro, esquadrias com bandeiras de verga reta e com ornamentos de massa na parte superior. Prumo marcado por pilastras, cimalha com cornija, friso e arquitrave profusamente trabalhada. - Na penúltima imagem vemos o prédio quando ainda estava na fase de restauração pelo Projeto Monumenta, e nesta última, com a restauração finalizada.
Vista a partir do interior da Praça Coronel Pedro Osório, focando a esquina das Ruas Félix da Cunha e Lobo da Costa, mostrando à esquerda, a casa de Fernando Assumpção, de onde, ao fundo, podemos ver o telhado do Theatro Guarany. À direita, com frente para a Praça Coronel Pedro Osório, vemos as casas geminadas, nº 1 de Arthur Assumpção e nº 3 de Fernando Luís Osório, apresentadas a seguir.
Detalhe das portas frontal das casas geminadas, nº 1 de Arthur Assumpção e nº 3 de Fernando Luís Osório..
Casa nº 1 - Arthur Assumpção - Pça. Coronel Pedro Osório, nº 1 - Casa nº 3 - Fernando Luís Osório - Pça. Coronel Pedro Osório, nº 3. - Construídas em 1911 e 1912. - Conjunto de duas casas geminadas, rebatidas, com acesso central, sugerindo uma casa única. Com predomínio dos estilos arquitetônicos Neoclássico e Renascentista, presente nos elementos utilizados nas fachadas, como arcos plenos, platibandas vazadas e frontões triangulares interrompidos. Possui elementos do Maneirismo e Barroco como os consolos que sustentam as sacadas e frontões preenchidos com rosetas e arrematados por pinhas.  As duas casas foram construídas pelo Comendador Joaquim Assumpção para suas duas filhas Judith e Francisca Augusta. O projeto foi trazido da Inglaterra e executado por Caetano Casaretto.  Na lateral está presente o estilo Art Nouveau na composição da estrutura metálica dos vitrais da janela e do óculo.  Estas residências ainda são utilizadas pela família.
Grande Hotel - Praça Coronel Pedro Osório, 51. -  Um pouco da história:
Construção: 1925 a 1928 através da Cia. Incorporadora Grande Hotel, organizada por 21 incorporadores para a construção do mesmo, foi adquirido o terreno no ano de 1924, através de doação do Dr. Fernando Luis Osório, no local onde funcionava o Cinema Politeama. O projeto foi escolhido através de concurso, cujo vencedor foi Theófilo Borges de Barros.  A pedra fundamental foi lançada em 1925 e o prédio foi inaugurado em 1928, em meio a uma terrível crise financeira. O edifício tem quatro andares, construção de esquina com subsolo habitável, andar térreo mais elevado em relação ao passeio, andar nobre evidenciado na fachada, dois pavimentos-tipo e mansarda. Possui 76 quartos, 6 apartamentos tipo suíte, salão de chá, um grande vestíbulo coberto por clarabóia de vidros coloridos (importada da França) e restaurante. No vestíbulo encontra-se escadaria com piso em mármore e corrimão em ferro trabalhado. Demonstra estilo Art-Nouveau.  Suas fachadas frontais possuem uma preocupação formal com o ecletismo histórico. No segundo pavimento, balcões sustentados por "cachorros" ornamentados com volutas dividem a volumetria. Com alto embasamento, que aumenta a imponência da construção, as fachadas são divididas verticalmente em três corpos distintos, originando pavilhões laterais salientes arrematados com frontões, sobrepostos às platibandas com brasões do Hotel ornados por guirlandas de rosas. Na esquina, o acesso é marcado por um corpo arredondado coroado por uma cúpula de bronze, importada da França, que abriga em seu interior um alojamento sob a caixa d'água.  Devido à elegância em seu estilo o Grande Hotel mereceu a seguinte observação do escritor e historiador Berilo Neves, que escreveu "Pompas e Cochilhas": O Grande Hotel de Pelotas é um dos poucos "grandes hotéis", do mundo que justificam seu nome. Tombado, permanece na praça mais importante de Pelotas como um símbolo da cidade e ainda recebe hóspedes.  Muitos personagens ilustres nele se hospedaram e por muitos anos foi o principal hotel da cidade e da região.  Era considerado o salão de festas da cidade.  Lá costumavam ser oferecidos banquetes homenageando grandes vultos nacionais, bailes de carnaval.  Um jantar no restaurante do Grande Hotel era classificado como o que havia de mais granfino.  Ao lado do Grande hotel vê-se a fachada que foi o que restou da casa do General Osório e em seu interior existe hoje um prédio de arquitetura moderna do Banco Unibanco.  Mais adiante o prédio do antigo Banco do Brasil, onde hoje funciona a Secretaria das Finanças da Prefeitura. Ambos os prédios serão apresentados mais adiante.
 
Grande Hotel - Praça Coronel Pedro Osório, 51. - Bibliografia: Pelotas Revista Memória - Fasc. VIII - 1991, de Nelson Nobre Magalhães.

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Fachada da Casa do General Osório - Praça Coronel Pedro Osório, ao lado do Grande Hotel. - Um pouco da história:
A casa grande e modesta, com 6 aberturas na fachada, era de propriedade do Barão de Butuí, sogro do General Osório. O lendário General junto com sua família, ali residiu em meados do século XIX.  Hoje o que resta da casa é apenas a fachada, ornada com uma placa de bronze, junto à porta, em que o exército brasileiro presta homenagem ao patrono da arma da cavalaria, no centenário da sua morte.  O General Manuel Luís Osório ingressou na carreira militar aos 15 anos, aos 16 anos passou a 1º cadete, entre 1825 e 1828 participou de diversas batalhas, começando aí, a sua lendária bravura. - O General era casado com Francisca Osório - Viscondessa de Herval - filha do Barão de Butuí. O General faleceu em 04 de outubro de 1879.
Bibliografia: Pelotas - Casarões contam sua história - 2º vol. Zênia de Leon e, Os Passeios da cidade antiga - página 68 - Mário Osório Magalhães.
Na fachada da Casa do General Osório - Praça Coronel Pedro Osório, ao lado do prédio do Grande Hotel, uma placa de bronze, junto à porta, em que o Exército Brasileiro presta homenagem ao patrono da arma da cavalaria, no centenário da sua morte.
- Bibliografia: Pelotas - Casarões contam sua história - 2º vol. Zênia de Leon e, Os Passeios da cidade antiga - página 68 - Mário Osório Magalhães.
Prédio onde funcionou o Laboratório Mariante, do Dr. Altino Costa Mariante, onde também foi consultório do Dr. Altino e Dr. José Braga Filho (Dr. Braguinha).
Vista do entorno da Praça Cel. Pedro Osório, agora pelo lago oposto, imagem tomada a partir da Prefeitura Municipal, aparecendo na seqüência: Parte do Prédio da Secretaria Municipal de Finanças, o prédio onde funcionou o Laboratório Mariante, do Dr. Altino Costa Mariante, a fachada da Casa do General Osório onde abriga no interior do terreno o prédio do Unibanco, o Grande Hotel, que faz esquina com a rua Anchieta e, na continuação, um edifício, as casas de Fernando Luís Osório e Arthur Assumpção, onde faz esquina com a Rua Félix da Cunha.
Banco do Brasil - atual Secretaria Municipal de Finanças. - Localização: Praça Coronel Pedro Osório, 67. - Autor: Eng. Paulo Gertum. - Funcionamento: Segunda a Sexta 8:00 às 18:00 - Telefone para informações: (53) 3227-3393. - Não é cobrada taxa para visitação. - Um pouco da história:
Construção: 1926 a 1928 Nível de Proteção: Imóvel Inventariado.  O edifício localizado junto à Praça Coronel Pedro Osório esquina Praça Sete de Julho foi construído para sediar o Banco do Brasil, pois mesmo possuindo uma filial fundada em 1918 na rua Sete de Setembro, era desejo da diretoria do banco construir uma sede de grande porte na Praça da República, atual Praça Coronel Pedro Osório, o que veio efetivamente a ocorrer.  Sua construção foi autorizada pelo Sr. James Darcy, ex-representante do Rio Grande do Sul no Congresso Nacional e presidente do Banco do Brasil, assim o novo prédio teve projeto elaborado pelo engenheiro Paulo Gertum, começou a ser edificado em 1926 e foi inaugurado em 14 de julho de 1928.  No último pavimento localizava-se a residência do gerente do banco e sua família, o Sr. Edgar Maciel de Sá, e segundo publicações da época -  Almanach de Pelotas ano 1929, todos os equipamentos e mobília desta instituição representavam a imponência do empreendimento que surgia na cidade. O edifício é dotado de volumetria do ecletismo historicista, possui dois pavimentos e mansarda, destacando-se na paisagem pela riqueza de seus elementos compositivos, principalmente pela cúpula, sacadas de púlpito, cimalha trabalhada, delicados arabescos, pilastras com capitéis coríntios e embasamento em pedra, também o aumento das dimensões arquitetônicas são elementos que remetem a ordem colossal da edificação.  Os dois primeiros pavimentos do prédio eram destinados ao uso do banco e a mansarda utilizada como residência do gerente.  O relógio acima do acesso principal, na esquina da Rua Quinze de Novembro, orientou por muitos anos a população que por ali transitava. No alto da cúpula, um pequeno mirante ainda lembra os velhos tempos das observações das embarcações no porto, indispensável na época do intenso e pioneiro comércio de Pelotas.  Muitos materiais da construção foram importados da Europa, assim como os da decoração interna, filetes dourados, frisos de mármore e outros, desenvolvida pelo artista e arquiteto Fernando Corona.  Por 58 anos o Banco do Brasil prestou serviço aos investidores, pecuaristas, comerciantes, economistas e toda sorte de clientela, até que novamente foram sendo exíguas as suas dependências, tornando-se necessária à construção de uma nova sede.
Em 1972, o prédio foi desapropriado para dar lugar à Câmara de Vereadores, não sendo por esta ocupado. Instalou-se nele então, a Secretaria Municipal de Finanças, atual Secretaria Municipal de Receita, onde está até hoje.  Considerado um dos mais belos edifícios da cidade, faz parte do importante conjunto de valor histórico e cultural do Município juntamente com os prédios do entorno da Praça Coronel Pedro Osório: Prefeitura Municipal, Biblioteca Pública, Teatro Sete de Abril, Casarões n. 02, 06 e 08, Clube Caixeiral, Casa da Banha e Grande Hotel, muitos destes, tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Bibliografia: MOURA, Rosa M.; SCHLEE, Andrey R. 100 Imagens da Arquitetura Pelotense. Pelotas:Pal lotti, 1998 Almanach de Pelotas. Pelotas: Gráfica Diário Popular, 1929. Anual.
Detalhe de um frontão sobre a platibanda.
Vista aérea da Praça Cel. Pedro Osório recebida por e-mail. É atual (2012) e no momento desconheço o autor. No primeiro plano vemos o lado da praça que faz frente para o segmento da Rua Princesa Isabel, à esquerda, e para a Rua Mal. Floriano, à direita, vendo-se na esquina o Edifício do Rex Hotel, mencionado na página anterior denominada "Praça". No lado oposto, vemos à esquerda, o Teatro Guarany na esquina da rua Gonçalves Chaves, e na outra esquina, a casa de Fernando Assumpção - Rua Félix da Cunha, 570, esquina com Rua Lobo da Costa; na seqüência, as casas nº 1 de Arthur Assumpção e nº 3 de Fernando Luís Osório; Fachada da Casa do General Osório, Banco do Brasil - atual Secretaria Municipal de Finanças. Neste ponto, retornando para o primeiro plano, os dois prédios de dois pisos, o primeiro é a Sede da Prefeitura Municipal de Pelotas e o segundo, a Biblioteca Pública Pelotense. O prédio que se vê adiante da Secretaria Municipal de Finanças e acima da Prefeitura, é o Mercado Central de Pelotas.
Brasil - Rio Grande do Sul   -   Pelotas - Entorno da Praça Coronel Pedro Osório.