Rio Grande do Sul -   Pelotas - Centro Histórico - pág. 1
No "Centro Histórico de Pelotas", apresentamos os prédios construídos na sua maioria pelos seus fundadores, predominantemente charqueadores, usando os mais diversos estilos, com descrição resumida, extraída das fontes:
100 Imagens da Arquitetura Pelotense - Casarões contam sua História - 2º vol. - Zênia de Leon, entre outros como Viva o Charque - Mário Osório Magalhães, etc, cujos créditos estão apontados nos locais apropriados.
Residência do Dr. Antônio José Gonçalves Chaves.
Rua Gonçalves Chaves, 766, esquina de Rua Voluntários - o prédio foi mandado construir, em meados do século XIX, logo após o ano de 1843, pelo Dr. Antônio Gonçalves Chaves, quando retornou de Montevidéu, onde foi vice-cônsul no período de 1838/1843.   O Dr. Antônio Gonçalves Chaves chegou ao Rio Grande do Sul em 1810, e foi proprietário da Charqueada São João.   O prédio é de estilo colonial português, tem sacadas em ferro rendado, janelas em guilhotina(no segundo piso pela Rua Voluntários), beiral de telhas e, ainda, camarinha habitável.   O morador da residência foi o Dr. Antônio José Gonçalves Chaves, que nasceu na então São Francisco de Paula em 05/10/1813. Formou-se na Faculdade de Direito de São Paulo, foi também charqueador e fazendeiro. Foi eleito vereador e deu continuidade ao projeto de desobstruição da Foz do São Gonçalo, iniciado por seu pai, e cujo trabalho foi concluído em 11/02/1876. Foi, também, Deputado Provincial pelo Partido Libertador.   Faleceu em 04 de agosto de 1871, no Rio de Janeiro e a rua onde morou tem o seu nome, em sua homenagem.
Fonte: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense - Pelos Casarões contam sua História - 2º vol. - Zênia de Leon.
Secretaria Municipal de Administração.


Secretaria Municipal de Administração


Rua Barão de Santa Tecla, 516, esquina de Rua Dr. Cassiano.

Construção: Ano de 1916.

O prédio foi construído em 1916, para residência unifamiliar, de esquina, com porão habitável.

Foi residência de Maria Dias Jacinto de Campos, e posteriormente, de Suzana Cortez Balreira.

Desde 2004 é ocupado pela Secretaria Municipal de Administração.  A construção foi feita no alinhamento da rua, com o primeiro pavimento elevado em relação a via pública e, portanto, não poderia vir a ser utilizado por lojas.

O prédio apresenta uma solução inovadora para o problema de acesso à residência que foi resolvido através da criação de um monumental "hall", espaço semi-público, que possui pé direito duplo (sem porão), caracterizado por um arco abatido de verga reta, completado por duas figuras femininas de louça - como se estivessem, devido a seus gestos, recebendo graciosamente os visitantes.

Fonte do texto: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense - pág. 112.

Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo - MALG   -   Rua Gal. Osório, 723, esquina de Rua Gal. Neto.
Museu de Arte Leopoldo Gotuzzo - MALG   -   Rua Gal. Osório (ex-Rua Augusta), 723, esquina de Rua Gal. Neto.  O prédio foi mandado construir pelo empresário Francisco Alsina Y Estadella, para sua residência, em 1876, conforme consta no frontão.  Dotado de todo o conforto da época, com madeira de Riga, ladrilhos e azulejos portugueses, escariola nas paredes e, encanamento de cobre para gás.  Lustres, maçanetas, e louças para lavatórios foram importados da Europa.  A parte externa é com balaustres e sacadas de ferro trabalhado.  A residência era na parte superior e na térrea era para a loja comercial e escritório do proprietário.  Francisco Alsina veio de Barcelona em 1854, com 20 anos.  Em 1863 casou com Maria do Carmo Dias Silveira, neta de Mariana Eufrásia da Silveira (Mariana foi quem doou 80 braças em quadro para uma praça,(Cel. Pedro Osório) uma quadra junto à praça para uma nova Igreja, 80 braças em quadro para hospital e quartel).  Era um homem instruído e autodidata.  Enriqueceu com dedicação ao Trabalho.  Foi um dos fundadores do Clube Comercial e seu 1º Presidente.  Foi Cônsul da Espanha em Pelotas.  O Clube Comercial tem as cores vermelho e amarelo, que são as cores da bandeira espanhola.  Francisco Alsina era empreendedor e gostava da vida social.  Em sua residência promovia jantares e saraus de arte.  Atualmente o prédio pertence à Universidade Federal, que no dia 26 de março de 2003 inaugurou as instalações do Museu. O prédio que aparece adiante, fazendo esquina com a Rua Marechal Deodoro é o Curi Pálace Hotel.
Fonte: Pelotas - Casarões contam sua História - Volume V - Zênia de Leon
Notas do editor: Conheci o prédio por volta de 1949, quando no térreo funcionava a loja da "Cerâmica Pelotense", cuja indústria era na Avenida Duque de Caxias, em cujo terreno hoje passa o novo "Arroio Santa Bárbara". Por volta de 1964, ao efetuar cadastro de cliente bancário, constatei o registro de imóveis em nome de Miguel Zilberknop. Não sei se houveram outros proprietários antes ou depois.
Clube Comercial de Pelotas.
Clube Comercial de Pelotas. - Rua Félix da Cunha, 663, esquina de Rua Gal. Neto, fazendo frente também para a Rua Anchieta.  O prédio foi construído em 1881, para residência de Felisberto José Gonçalves Braga.  O Clube Comercial existe, neste prédio desde 1887.   A foto mostra, à esquerda, a frente para a Rua Félix da Cunha e à direita, a lateral pela Rua Gal. Neto. A outra esquina, adiante, é a Rua Anchieta.
Clube Comercial de Pelotas - À esquerda da esquina é a lateral do Clube pela Rua Gal. Neto; à direita, a Rua Anchieta. A porta que aparece adiante é, além de uma outra entrada para o Clube, é também a do Restaurante. A parte do edifício que aparece ao fundo é o Princesa do Sul.
Clube Comercial de Pelotas - A frente pela Rua Anchieta, vista agora no sentido oposto à foto anterior, aparecendo a porta desta entrada e a parte destinada ao restaurante, diferenciado pelas cores do prédio. A esquina é à Rua Gal. Neto, vista na foto anterior.
 
Esquerda: Clube Comercial de Pelotas. - Vista oblíqua da frente pela Rua Félix da Cunha. - Direita: Clube Comercial de Pelotas. - Vista aérea pela Rua Anchieta, aparecendo na esquina, o cruzamento com a Rua Gal. Neto e adiante, no mesmo quarteirão, o Edifíco Princesa do Sul, ao fundo, os edifícios em torno da Praça Coronel Pedro Osório.
Instituto de Letras e Artes - UFPEL.
Residência do Comendador Faustino Trápaga. - Rua Mal. Floriano, 179, esquina de Rua Barão de Santa Tecla. - O Comendador era espanhol, e veio para o Brasil em 1889.  Casado com Vitoriana Zorilla, tiveram 3 filhos: Faustino, Carmem e Baldomero.  Faustino era estabelecido com comércio de tecidos de fabricação européia.  Os artigos, de fina qualidade, iam desde cortinados suntuosos, docéis, almofadas, colchas, até sedas finas para vestidos femininos.  Faustino Trápaga era Comendador por Decreto Papal.  O suntuoso casarão construído pelo Comendador, foi erguido com base em planta que veio da Espanha.  A construção é de estilo eclético, com tendência mourisca, caracterizada pelas janelas ogivais em arco agudo, e grades de ferro nas sacadas em balcão.  O Frontão na fachada lateral tem marcado as iniciais - FT - e o ano de 1881.   O prédio foi doado à U.F.PEL, pela viúva Carmem Trápaga, para sediar a Escola de Belas Artes.  O prédio foi doado com as tapeçarias e obras de arte, como estatuetas e pinturas de artístas célebres.
Fonte: Pelotas - Casarões contam sua História 3° Vol. - Zênia de Leon.
João Simões Lopes Neto - Escritor - Praça Cypriano Barcellos, 392 (ex Praça Floriano Peixoto.
Primeira Residência do escritor João Simões Lopes Neto. - O prédio foi construído em estilo misto - um pouco de mourisco grego e colonial espanhol, com suas escadarias e arcos rendados. - Pertencia a Catão Bonifácio, que faleceu em 1896.  Por sua morte, o escritor João Simões Lopes Neto recebeu esta casa, onde já morava com Francisca de Paula Meirelles, quando casaram em 1892. A casa fazia frente para a Praça Floriano Peixoto, atual Praça Cypriano Barcellos, pela Rua Paisandu (atual Rua Barão de Santa Tecla). Fazia divisa com a residência do Comendador Faustino Trápaga, onde hoje é a Escola de Belas Artes da UFPEL.  Aqui também teve sua primeira experiência como empresário da indústria, e que foi mal sucedido e, por motivos financeiros teve que vender esta casa e passou a residir num prédio menos suntuoso, na Rua Dom Pedro II, 810.  João Simões Lopes Neto, nasceu na sede da Charqueada da Graça, a 9 de março de 1865 e faleceu a 14 de junho de 1916, na casa de sua cunhada, onde, mal de finanças, estava residindo, juntamente com sua esposa e filha adotiva, na Rua 15 de Novembro, nas imediações do quartel do Corpo de Bombeiros.
Fonte: Casarões contam sua História, 2º Vol. - Zênia de Leon.
Segunda residência do escritor João Simões Lopes Neto   -   A casa possui sacadas de ferro rendados, pilastras, crimalhas, platibanda moldada em cimento, balaustres e aberturas que dão acesso ao porão. No interior as salas são grandes, paredes revestidas de escariolas, um arco separa uma sala da outra. O escritor morou nesta casa, juntamente com sua família a partir de 1896, quando por razões financeiras vendeu o Palacede da Praça Cypriano Barcellos, 392 (também conhecida como Praça dos Enforcados). A casa esteve abandonada por muito tempo. Hoje encontra-se restaurada, a espera de um destino, talvez um museu. O escritor vivia intensamente a vida literária, cuja produção é grande e diversificada. É de sua autoria: "Contos Gauchescos", "Negrinho do Pastoreio", "Lendas do Sul", "Causos do Romualdo", além de conferências, peças de teatros, ensaios e publicações em jornais. Tornou-se nacionalmente reconhecido e valorizado como expressão da literatura em língua portuguesa. - Fonte: Casarões contam sua História, 2º Vol. - Zênia de Leon.

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Laboratório Rouget Perez   -   Rua 15 de Novembro, 451 - (53) 3225.4488.
Edifício de um pavimento com porão habitável, mandado construír por Atilano Costa, em 1912. O projeto é de autoria da firma uruguaia, Perez, Monteiro & Cia. Trata-se de um prédio residencial projetado a partir de um grande salão de distribuição ("Hall Central"), coberto por uma clarabóia móvel que desliza sobre trilhos. Com fortes influências uruguaias, o edifício foi construído com estrutura portante de concreto armado e com vastos terraços impermeabilizados. Durante a década de sessenta, tais terraços foram revestidos e receberam cobertura com telhas de Barro. Atualamente abriga o Laboratório Rouget Perez e vem sendo mantido em ótimo estado de conservação.

Texto extraído do livro: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense
Rosa Maria Garcia Rolim de Moura
Andrey Rosenthal Schlee - Pág. 108

Nota do Editor:   Trabalhei nesta casa, como servente de pedreiro, entre 1950 e 1953, quando, segundo meu patrão, era de propriedade do Dr. Guilherme Soibelman, que era sogro do Dr. Guilherme Procionay, cuja residência e consultório, era em frente à sua lateral, pela Rua Dom Pedro II e, acho que o número era 853. Na frente da casa (Laboratório), pela Rua 15 de Novembro, existia uma Farmácia "Farmácia Cortelari". A residência do Dr. Procionoy durou pouco tempo no prédio, ficando somente o consultório, pois, estava construindo sua casa na Rua Dr. Edmundo Berchon, 216 (atual Gonçalves Chaves) com frente também para a Rua Dr. Amarante, de onde ficava apenas a duas casas da esquina (Posto Texaco).
A porta de madeira do prédio, onde está o "Laboratório Rouget Perez", foi confeccionada por "Antônio Jesuíno dos Santos Jr.", por volta de 1912. Antônio, foi proprietário da primeira serraria da cidade, movida por máquinas a vapor. A serraria se localizava na Rua Três de Maio, esquina da Rua Marechal Deodoro.

Consta na fonte, que as informações acima foram prestadas pelo Odontólogo - Dr. Antônio Francisco Santos Goulart, que é neto de Antônio Jesuíno dos Santos Jr. em 03 de maio de 2006, cujo telefone é 53-3222.5271.
Hall de entrada com escadas e corrimão de mármore.
Clarabóia que desliza sobre trilhos no Hall central.
Sala de espera no Hall central.
Detalhes em gesso nas paredes e teto do Laboratório Rouget Perez.
Barão da Conceição   -   Rua 15 de Novembro, 702 esquina de Rua Voluntários.
O prédio foi construído no século XIX para residência de Manoel Alves da Conceição - Barão da Conceição, e sede da firma Conceição & Cia.  Foi também, sede da Cia. Telefonica Pelotense; o andar térreo foi ocupado desde aproximadamente 1957 até por volta de 1965 pelo Instituto de Beleza Altair, de propriedade de Hércio Gonçalves e sua esposa Altair, residentes na época no Largo Gomes da Silva e, mais tarde pelo Banco Itaú.  Não disponho de outros dados mais atuais.
Residência de Yolanda Pereira - Praça José Bonifácio, 1 - esquina Rua Félix da Cunha.
Casa da Miss Universo - 1930 - Yolanda Pereira     "Hoje é um casarão rosa desbotado, não possui mais as pinhas que encimavam as platibandas. Restam solitários balaustres simples, pilastras com detalhes coríntios, vidros vinhetados e alguns detalhes mais que o tempo não apagou, como memória dos acontecimentos ali vividos.  Dez janelas laterais denotam a grandiosidade do prédio que serviu de lar a uma pessoa muito querida a Pelotas: Yolanda Pereira.  A Primeira Miss Universo Brasileira.  Nesta casa morou a eleita dos jurados dos concursos de beleza, e a eleita dos pelotenses - Beleza Suave; A Sinhazinha do Brasil, como disse a cronista Eneida, do Rio de Janeiro. - Neste casarão morou a Beleza e a Grlória. - Waldemar Coufal, jornalista de méritos, coordenava o concurso de Pelotas."

Texto extraído do livro da escritora - Zênia de Leon:
Pelotas - Casarões contam sua História - 1º volume - pág. 110.

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Barão de Itapitocaí - Rua Dr. Miguel Barcelos, 563.
O prédio foi construído no século XIX para residência de Miguel Rodrigues Barcelos - Barão de Itapitocaí.  Aqui o médico pelotense residiu com sua primeira esposa, Eulália Bárbara de Azevedo e, em segundas núpcias, com Joana de Mendonça Cunha, até 1902 (?*1). Em 02/02/1903 o prédio se tornou sede provisória do Colégio Municipal Pelotense. Atualmente é sede da Escola Estadual de Ensino Médio Monsenhor de Queiróz. Inexiste, nas fontes, informações sobre estilos de construção do prédio. (?*1) Conflito: faleceu em Pelotas em 1 de Dezembro de 1896, logo não podia ter morado no prédio até 1902. Creio que tenha sido a segunda esposa quem morou até essa data.
Residência de Francisco Berensdorf - Rua Marechal Deodoro (ex Rua Santa Bárbara), 806.
Residência de Francisco Berensdorf - Rua Marechal Deodoro (ex Rua Santa Bárbara), 806. - Atual: Câmara de Vereadores. - A casa foi construída em 1877 (data no frontão) pelo comerciante Francisco Berensdorf, filho de alemães, dedicado à importação e comércio no ramo de ferragens, em grande escala.  Sobre o lindo prédio, a escritora Zênia de Leon o descreve como transcrevemos abaixo:
"... o casarão, com múltiplas peças, construído sob o signo da opulência e da cultura pelotense, tem estilo arquitetônico eclético, com assinalados detalhes do clássico. Balaustres na platibanda vazada, pestanas em arco sobre as janelas, sacadas de ferro, crimalhas e frontão, vitrais nas bandeirolas das portas, portão lateral com abóbada encimada por detelhes da arquitetura grega. No interior, peças, que dão para corredor e laterias, que circundam jardim de inverno com clarabóia em vitral com base de ferro. Jardim lateral com árvores fecha a casa pelo lado direito..."
A casa pertence à Prefeitura Municipal desde fins da década de 1970, e hoje abriga a Câmara de Vereadores. O prédio que se vê adiante, fazendo esquina com a Rua Dr. Cassiano, abriga a casa de comércio denominada "Casa do Encanador".

Bibliografia: "Pelotas - Casarões contam sua história" 2º Vol - Zênia de Leon

Nota do Editor: Conheci esta casa entre 1954 a 1956 como ajudante de instalador sanitário, durante uma reforma, quando nela era morador o Sr. José Luiz Mena Barreto, e enquanto estava construindo uma casa para sua moradia, na Rua Padre Felício n. 34 ou 35.
Residência do Conselheiro Bernardo José de Souza.
Residência do Conselheiro Bernardo José de Souza - Rua Marechal Deodoro (ex Rua Santa Bárbara), 819. - O prédio foi construído em 1876, para residência do Conselheiro Municipal Bernardo José de Souza.
A porta principal é guarnecida por uma moldura, que tem acima o medalhão com o monograma que identifica a família Souza. O conjunto da entrada é completado por 2 colunas que sustentam o frontão curvo onde consta a data em algarismos romanos MDCCCLXXVI. A fachada tem platibanda vazada nas extremidades e cega na parte central. As esquinas foram adornadas com estátuas, e o frontão com 3 ânforas. A casa tem 2 portões laterais encimados por leões. Bernardo de Souza nasceu em 15/08/1845, na estância do contrato, que na época era município de Pelotas. Foi conselheiro da Câmara Municipal em 4 períodos, abrangendo de 1873 a 1886. No período 1883-86 foi presidente da Câmara, cargo que no sistema parlamentarista do império corresponde hoje a prefeito.
No ano de 1885, quando a Princesa Isabel e o Conde D'eu visitaram Pelotas, Bernardo de Souza era o presidente da Câmara. No baile realizado no Paço Municipal (Prefeitura), em homenagem a família real, a Princesa Isabel convidou o Conselheiro Bernardo de Souza para par na quadrilha de abertura do baile. O Conde D'eu teve como par D. Luiza Ribas, esposa de Antônio Rodrigues Ribas - casal que hospedou a Família Real. Dom Pedro II distinguiu Bernardo de Souza com o título de Comendador.
Bernardo de Souza faleceu em Pelotas em 23/05/1923.

Bibliografia: "100 Imagens da arquitetura Pelotense" - "Pelotas - Casarões contam sua História - 2º Vol - Zênia de Leon".

Nota do Editor: Aproximadamente, entre 1960 e 1962 o prédio foi adquirido pelo casal Pedro Antônio Leivas Leite e D. Maria de Loudes Pereira Leite, para sua moradia, onde residiram até a separação do casal, ficando a propriedade para Da. Maria de Lourdes. O prédio fica na frente da atual Câmara de Vereadores, primeira Residência de Francisco Berensdorf.
Residência do Ministro Fernando Luís Osório.
Residência do Ministro Fernando Luís Osório - Rua 15 de Novembro, 471 - esquina Rua General Teles - Atualmente o imóvel permanece propriedade da família

O prédio foi construído em 1876. Como está numa esquina, foi projetado com a característica de 2 fachadas, e apresenta em toda extensão uma sequência de pilastras e janelas de arco pleno. A porta principal da Rua 15 de Novembro, assim como o centro da fachada pela rua General Teles, tem dupla arcada, ambas encimadas com frontões. - Fernando Luís Osório nasceu em Bagé, em 30/05/1848. Era filho do General Manuel Luís Osório - Marques do Herval, casou com Ernestina de Assumpção, filha de Joaquim José de Assumpção - Barão de Jarau.  Fernando Luís Osório, formou-se em direito no ano de 1873, em Recife. Advogou em Pelotas, ficando conhecido como advogado dos pobres. Em 1871 fundou a 1ª aula noturna para adultos, que mais tarde teve como sede a Biblioteca Pública Pelotense.
Como abolicionista assumiu o compromisso de nunca possuir escravos. Foi eleito à primeira Assembléia Provincial em 1874 e à Câmara Temporária em 1876. Após a Proclamação da República foi eleito Presidente do "Clube União Republicana de Pelotas", que teve sede no prédio do Barão da Conceição, na rua 15 de Novembro esquina Rua Voluntários.
Foi Ministro do Supremo Tribunal Federal em 1894, e Ministro Pleniponteciário em Buenos Aires. Foi Poeta, jornalista, historiador, advogado, político, orador, diplomata e magistrado. Faleceu em 26 de Novembro de 1896.

Bibliografia: "Pelotas - Casarões contam sua História" 2º Vol - Zênia de Leon. - "100 Imagens da Arquitetura Pelotense".
Residência do Comendador Domingos Rodrigues Ribas.
 
Residência do Comendador Domingos Rodrigues Ribas - Rua Félix da Cunha, 520
Anterior: Gymnásio Pelotense - 1930 a 1961, depois Colégio Municipal Pelotense e atual Colégio Salis Goulart

O solar foi construído entre 1832 e 1835, pelo arquiteto português João de Deus Castanheira, contratado especialmente em Lisboa. O proprietário, o Comendador Ribas, era de família nobre e cunhado do Conde de Piratini. O palacete era de 2 pavimentos mais camarinha (destruida em 1975), e seguia o modelo do Paço Imperial do Rio de Janeiro. Por duas vezes, em 1865 e 1885, o sobrado abrigou membros da família real, e o próprio Imperador D. Pedro II.  Em 1902-1903 a Maçonaria comprou o prédio para ali instalar o recém criado Gymnásio Pelotense, posteriormente Colégio Municipal Pelotense, onde ficou até 1961. Durante o período do Colégio Municipal Pelotense, a camarinha era utilizada como sala de aula de desenho.

Fonte: www.vivaocharque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm - Foto de 1º de Setembro de 2004.
O atual Colégio Municipal Pelotense, na Rua Marcílio Dias esquina Avenida Bento Gonçalves.
Residência de Artur Antunes Maciel.
 
Residência da família Antunes Maciel - Rua Félix da Cunha, 412 - atual: Reitoria da UCPEL - Universidade Católica de Pelotas.

Prédio projetado e construído pelo proprietário Artur Antunes Maciel, engenheiro formado em GRAND-BÉLGICA. Construção assobradada de uso exclusivamente residencial. A residência dispunha de amplo porão, utilizado como alojamento dos empregados, o qual aproveitava o declive natural do terreno.  A construção data do século XIX.

Fonte: www.vivaocharque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm - Foto de 1º de Setembro de 2004.
Bibliografia: "100 Imagens da Arquitetura Pelotense".
Nota do Editor: Faz esquina com a Rua Dom Pedro II e fundos para a Rua Gonçalves Chaves, onde existe o mencionado "declive natural do terreno".
Faculdade de Direito - 1929.
Faculdade de Direito - 1929 - Praça Conselheiro Maciel.

A Congregação do Ginásio Pelotense, em sessão realizada a 7 de setembro de 1912, aprovou o projeto de fundação da Faculdade de direito, ficando como diretor interino o Dr. José Júlio de Albuquerque Barros. A data oficial de fundação é de 12 de setembro de 1912.  Os cursos da faculdade foram iniciados em abril de 1913, funcionando, inicialmente, em parte de dois imóveis: O Ginásio Pelotense e a Biblioteca Pública Pelotense.  Na administração do Dr. Augusto Simões Lopes, em data de 29 de agosto de 1928, no gabinete do intendente foi assinada a escritura de doação pela municipalidade de terreno localizado à Praça Conselheiro Maciel, para ali ser construído o prédio da Faculdade. Já em 31 de agosto, do mesmo ano, foi solenemente lançada a pedra fundamental.  Como a área doada pela municipalidade fosse insuficiente para a execução do projeto, foram feitas doações pelos descendentes do Conselheiro Maciel.
O projeto da construção foi elaborado pela firma Dia & Requião, para um prédio de 2 pavimentos, com vestíbulo, portaria, diretoria e três salas de aula no térreo, e no pavimento superior salão com sacada e mais cinco salas de aula.  Posteriormente houve o acrescimo de duas alas laterias para serem ocupadas pela Biblioteca e Auditório.  A inauguração do prédio foi em 1929.

Fonte:www.vivaocarque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm
Bibliografia: "100 Imagens da Arquitetura Pelotense" / "A Cidade de Pelotas - Fernando Luís Osório" / "Nossa Cidade Era Assim - Heloisa Assumpção Nascimento".
Faculdade de Direito - lado do prédio pela Rua Anchieta.
Brasil - Rio Grande do Sul   -   Pelotas - Centro Histórico - pág. 1.