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Pelotas - Cidade antiga -   Outras instituições - Hospitais
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Outras instituições - Hospitais - Na Cidade Antiga, as instituições hospitalares, fazendo ou não parte da história de Pelotas e de sua históra. Quando couber, as fontes associadas a determinaa apresentação serão citadas.
Santa Casa de Misericórdia
Santa Casa de Misericórdia - 1846 - 1861. - A 4 de janeiro de 1846, foi realizada a 1ª reunião para tratar da fundação de um Hospital de Caridade, ocasião em que foi instituida a Irmandade da Santa Casa.  Em 19 de março de 1848, foi aberto solenemente o hospital, para atender a pobreza desvalida, em prédio na antiga rua S. Jerônimo (hoje Rua Marechal Floriano).  Somente em 2 de dezembro de 1861, foi colocada a pedra fundamental para a construção do atual prédio, sob a Provedoria do Conde de Piratini, João Francisco Vieira Braga.  Em 24 de junho de 1872, foi feita a transferência dos enfermos.
A construção foi feita em blocos, sendo a mais antiga a que tem 2 pisos, marcada pela regularidade das aberturas padronizadas, e pilastras coríntias, atribuída a José Vieira Pimenta.
Uma série de amplicação de novos blocos: a de 1900 - atribuida ao projeto de Guilherme Marcueci; a de 1915 do arquiteto Campos Monteiro; a de 1921 realizada pelo engenheiro Paulo Gertum; e, a de 1932 com projeto de Caetano Casaretto, dão ao hospital a dimensão atual.  A Capela São João Batista, que ocupa o centro da fachada foi finalizada em 1884, obra do arquiteto italizno José Isella.
Texto: www.vivaocharque.com.br/albuns/Perello/Perello04/Perello04.htm
Bibliografia: A Cidade de Pelotas - de Fernando Luís Osório - 100 Imagens da Arquitetura Pelotense. Foto: fonte não declarada.
A Santa Casa de Pelotas surgiu em decorrência da Revolução Farroupilha (1835 - 1845).  Foi necessária a construção de um hospital devido ao aumento da população (evitando que os médicos atendessem em suas casas) e aos acidentes, doenças (decorridas da miséria espalhada pela Revolução), cidadelas locais que iam surgindo, necessidade de atendimento clínico, cirúrgico e hospitalar em geral.  Assim a ideia do hospital começou a ser estudada em 1840 e, em 1846 foi posta em prática.  Tratava-se, na época, de uma instituição destinada a atender especialmente a indigentes.  O prédio ocupa hoje todo um quarteirão, mas foi construído em partes.  O bloco mais antigo, atribuído a José Vieira Pimenta (1861), apresenta grande regularidade e simplicidade em seus dois pisos, marcados pela repetição das aberturas padronizadas e pelo ritmo das pilastras coríntias de ordem colossal.  O edifício é o resultado de um processo permanente de construções, ampliações e demolições.  Em 1915, foi construída a ala da rua Professor Araújo. Em 1921, o Pavilhão dos Tuberculosos e, em 1932, Caetano Casaretto veio complementar a parte do conjunto voltada para a Praça Piratinino de Almeida, onde procurou integrar todas as edificações, estabelecendo uma relação de simetria.  A capela de São João Batista, na Santa Casa de Misericórdia, foi projetada e executada pelos construtores italianos José Izella e Guilherme Marcucci, erguida entre os anos de 1877 e 1884.  No frontão que arremata a fachada, definido por curvas, contracurvas e decorado com volutas, estão dispostos o Brasão do Império e o olho de Deus, de onde divergem raios de luz.  Estes elementos estucados estão identificados com o regime imperial, período em que o prédio foi edificado e, com a Igreja Católica, cujas congregações de freiras e de padres mantinham com zelo os doentes internados no hospital de caridade.  O aumento da população, ocasionava o aumento de óbitos e a proliferação de doenças.  Era cada vez mais necessário afastar a necrópole da zona urbana, além de que o espaço disponibilizado para as inumações tornava-se insuficiente.  Em 1852 é planejada a construção de um cemitério, onde hoje é o Bairro Fragata, em ação conjunta do Hospital e da Câmara do povoado.   A Irmandade da Santa Casa recebeu doações para investir no Cemitério público, erguido em 1855.  O local de sepultamento deu origem ao Cemitério Ecumênico São Francisco de Paula.  O Cemitério ia se desenvolvendo aos poucos os costumes fúnebres na cidade.  Os carros fúnebres eram alugados para as cerimônias e o Hospital contava com um carro luxuoso que vinha sendo utilizado desde 1854.  Os ricos utilizavam as cerimônias como forma de demonstração de poder e riqueza.  Os altos preços para o sepultamento, fizeram do Cemitério uma das principais fontes de renda da Santa Casa.
Fonte: http://xa.yimg.com/kq/groups/24293850/88277004/name/UNKNOWN_PARAMETER_VALUE
http://ecletismoempelotas.files.wordpress.com/2011/04/elementos-funcionais-e-ornamentais-da-arquitetura-eclc3a9tica-pelotense-1870-1931-estuques.pdf
Em 1915, foi construída a ala da rua Professor Araújo. Em 1921, o Pavilhão dos Tuberculosos
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