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Pelotas - Cidade antiga -   Outras instituições - Indústrias
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Outras instituições - Indústrias - Na Cidade Antiga, as instituições industriais, fazendo ou não parte da história de Pelotas e de sua históra. Quando couber, as fontes associadas a determinaa apresentação serão citadas.
Cervejaria Ritter & Irmão
Cervejaria Ritter - Rua Marechal Floriano, frente à Praça Cipriano Barcelos, sentido Fragata/Centro. O aclive encontra logo no topo, a ponte de pedra sobre o Arroio Santa Bárbara.
Cervejaria Ritter ao fundo área ocupada hoje pelo Shopping Popular de Pelotas
Cervejaria Sul Riograndense (Haertel)
Cervejaria Sul Riograndense (Haertel) - Rua Benjamin Constant esquina rua José do Patrocínio
Cervejaria Sul Riograndense (Haertel) - Rua Benjamin Constant esquina rua José do Patrocínio
Cervejaria Sul Riograndense (Haertel) - Rua Benjamin Constant esquina rua José do Patrocínio
Cia Fiação e Tecidos Pelotense
Nas fontes de onde se originaram as fotos, apesar de longo texto, nenhuma referência específica à Cia. Fiação e Tecidos foi encontrada, exceto a que abaixo consta:
Foto: Companhia Fiação e Tecidos Pelotense, nos lotes vazios ao redor foram erguidas casas destinadas aos trabalhadores fabris.
Fonte: http://ich.ufpel.edu.br/memoriaemrede/arquivos/ResumoCintia.pdf
http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/arquitextos/08.087/222
Companhia Fiação e Tecidos Pelotense - legnda acima
Companhia Fiação e Tecidos Pelotense - legnda acima
Companhia Fiação e Tecidos Pelotense - legnda acima
Companhia Fiação e Tecidos Pelotense - legnda acima
Coca-Cola
Vista geral da unidade local da empresa de bebidas Coca-Cola, na Avenida Duque de Caxias. - Década 1990
Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 111/644.
Cosulã
Cooperativa Sudeste dos Produtores de Lãs (Cosulã), um dos prédios do complexo da antiga cooperativa, na Rua Benjamin Constant, esquina da rua Alberto Rosa, que mais tarde seria a sede definitiva do curso de arquitetura e urbanismo da UFPEL. - Decada 1990.
Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 114/644.
Cotada
Cotada S/A. - Nome oficial: Atingo Produtos Alimentícios Ltda. Antiga fábrica de massas e biscoitos. Moradores do bairro dizem que costumavam ver os donos, japoneses, passarem com seus carrões elegantes rumo ao trabalho na fábrica. Declarou falência na década de 1990. Nos últimos anos, foram realizadas exposições de arte no interior do prédio. No ano de 2009 foi anunciada a compra da estrutura pela Universidade Federal de Pelotas
Fonte: Beto Fernandes
Engenho Pedro Osório
O Engenho Pedro Osório, às margens do canal São Gonçalo, foi considerado, no início do século XX, um dos maiores engenhos de arroz do estado do Rio Grande do Sul.  Com a crise do charque, ocorrida durante o período da República, os charqueadores de Pelotas buscaram alternativas econômicas mais viáveis como a produção e industrialização do arroz, de frutas de clima temperado (sobretudo o pêssego), alem da criação de gado. As primeiras lavouras comerciais de arroz no país foram irrigadas pelo arroio Pelotas, por volta de 1907, quando o Cel.Pedro Osório investiu nesse produto. Tamanho sucesso do empreendimento rendeu ao Coronel o apelido de "Rei do Arroz".  Em 1907, na propriedade do Cascalho - à margem direita do arroio Pelotas - local da sua primeira charqueada, o coronel faz sua primeira plantação de arroz. No ano seguinte, para beneficiar o arroz, construiu o Engenho do Cascalho e, a seguir, comprou uma frota de 14 barcos de pequena cabotagem para transporte dos produtos de suas lavouras e charqueadas.  No ano de 1912 Pedro Osório viaja para a Estação Experimental de Rizicultura de Vercelli, na Itália, para aprender novas técnicas de cultivo com o professor Novello Novelli, mundialmente reconhecido como grande mestre de orizicultura.  Na Alemanha adquiriu maquinário para ampliar o engenho do Cascalho. Foi decidida a construção e montagem do grande Engenho São Gonçalo, ao lado da charqueada do mesmo nome, com capacidade para beneficiar 700.000 sacos de arroz em casca, 1.200 sacos em dez horas, na época o maior engenho da América do Sul. Junto ao engenho construiu um cais de alvenaria onde atracavam as embarcações.  Nas granjas do Cotovelo e Cascalho são plantados 30 mil pés de eucalipto, combustível às fornalhas de levantes e engenhos. Pedro Osório, proprietário de inúmeras charqueadas e estâncias às margens do arroio Pelotas, não entrou para a cultura e beneficiamento do arroz por acaso ou aventura: julgou ser o momento de aproveitar as ótimas terras gaúchas para esse cereal que teve, no Brasil, o primeiro país da América do Sul a cultivá-lo (início do século XIX) embora sendo um dos últimos a produzi-lo em abundância.  Não se sabe exatamente onde termina o ciclo do charque e onde começa o ciclo do arroz.  Mas de fato, no início do século XX, o comércio de charque já dava sinais de desgaste.  Em 1917 introduziu o sistema de parceria agrícola, primeiro nas lavouras de arroz, e depois, já no plantio em grande escala da batata.  De suas lavouras partiram as primeiras iniciativas de conservação da fertilidade das terras e melhoria das pastagens pela drenagem e adubação sistemática.  Foi um criador esclarecido e um dos maiores invernadores de gado de corte e ovinos de Pelotas e da região serrana.  Foi um dos primeiros importadores e o introdutor no estado de raças americanas de suínos.  Durante a primeira guerra mundial exportou carne para a Europa.  Embora precedido por outros nesta atividade (desde o século XVIII) com pequenas culturas sem expressão econômica, cabe a Pedro Osório destacado lugar entre os pioneiros da lavoura arrozeira gaúcha.  Em 1904, a montante do primeiro arrozal de Pedro Osório no Cascalho, fôra lançada a primeira lavoura arrozeira do sul do Estado por "Irmão Lang & Saenger".  Osório foi também pioneiro no Brasil na instituição de seguro de vida para seus funcionários; criou em suas propriedades um sistema de atendimento médico, escolas e condições de melhoria da qualidade de vida, com boas casas e salários justos.
Foto: Engenho Pedro Osório - Autor:William Gómez
Fonte: http://www.vivaocharque.com.br/personagens/pedroosorio.php
http://defender.org.br/2010/03/24/pelotasrs-antigo-engenho-sera-restaurado/
http://arroiopelotas.blogspot.com.br/2011/10/foto-antigo-levante-do-cel.html
http://www.flickr.com/photos/williamhectorgomezsoto/7984227470/in/photostream/
Engenho Pedro Osório - Foto: William H. Gómez
F. C. Lang
Vista parcial do complexo da antiga Fábrica de Sabão e Velas F.C. Lang, de Frederico Carlos Lang, na Rua Gonçalves Chaves com frente para esquina da rua Antônio dos Anjos. - Década de 1990
Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 151/644.
Primitivas instalações da antiga Fábrica de Sabão e Velas F.C. Lang. - sem data.
Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 184/644.
Fábrica de Sabão e Velas - Ribas & Silva
Fábrica de Sabão e Velas - rua Barroso esquina de rua 3 de Maio - fonte não informada pelo colaborador.
Fábrica de Sabão e Velas - (sem denominação)
Antiga fábrica a vapor de sabão e velas, na rua Santa Cruz, esquina da rua Major Cícero. Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v1.pdf-Imagem 173/337
Fábrica de Mosaicos
Antiga Fábrica de Mosaicos - rua Marechal Deodoro, 1013.
Ferreira, Irmão & Cia. Ltda.
Um dos galpões da empresa Ferreira & Irmão & Cia. Ltda, na Rua Santos Dumont, esquina da rua Antônio dos Anjos. - Década de 1950. - Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 183/644.
Laneira Brasileira.
A Laneira Brasileira S. A. inicia sua trajetória através do industrialista espanhol Moyses Llobera Gutes, residente do município de Petrópolis, no Rio de Janeiro.  Empreendedor industrial, o Sr. Llobera foi, na década de 1950, proprietário, sócio ou diretor de outras fábricas no Brasil.  Primeiramente constituída como uma sociedade por cotas de responsabilidade limitada, a indústria foi registrada como Laneira Brasileira Ltda., em 5 de novembro de 1945, na cidade de Porto Alegre, e com sua sede social na rua Vigário José Ignácio n.º 153; posteriormente, na rua Voluntários da Pátria n.º 2553, próxima ao rio Guaíba, tendo por atividade o beneficiamento da lã.  Em 8 de dezembro de 1948, ocorre a mudança de contrato social da sociedade por cotas para sociedade anônima, denominando-se Laneira Brasileira Sociedade Anônima Indústria e Comércio.  Constatados os fatores favoráveis do município pelotense, os administradores da Laneira viram a possibilidade de investir no progresso da fábrica, já que a cidade de Porto Alegre estava deixando de ser ponto estratégico para importação e exportação da lã gaúcha.  Com o término da II Guerra Mundial, ocorreu a normalização do transporte e comércio da lã proveniente das cidades de Pelotas, Rio Grande, Santana do Livramento e Uruguaiana.  Sendo assim, Porto Alegre torna-se uma cidade inviável para a reexportação do produto, devido ao alto custo.  A Laneira Brasileira S. A. veio a caracterizar-se aos poucos no cotidiano pelotense, situando-se na Rua Duque de Caxias, antiga Avenida General Daltro Filho, n.º 104, no Bairro Fragata.  Por volta de 1949, foi realizada a compra de um prédio de alvenaria com treze aberturas de frente, sendo cinco portas, cinco janelas e três portões, sob os números 100, 102, 104 e 106, edificado em terreno próprio.  Nos anos de 1952 e 1953, foram adquiridos mais dois terrenos sem benfeitorias, situados ao lado leste do prédio n.º 104 de propriedade da referida indústria.  Também em 1953, foi arrematada uma casa residencial sob o n.º 114 e um portão sob o n.º 112, com pequenos quartos.  Os imóveis de números 102, 104, 106, 100, 112 e 114, adquiridos ao longo desses anos foram demolidos, dando lugar a novas construções, abrangendo uma área de 5.618 metros quadrados de edifícios de alvenaria, compreendendo quatro pavilhões, escritórios administrativos e parte superior.  A construção do novo prédio industrial foi realizada pelo Engenheiro Paulo Ricardo Levacov, em 1949, o qual projetou um edifício semelhante a um grande galpão, seguindo uma tendência modernizadora de prédios fabris de outras cidades, com plantas livres, fachadas simplificadas e aberturas padronizadas.  Além das paredes em tijolo à vista, pouco comum para a época e que abrigavam a maquinaria mais desenvolvida no tratamento da lã.  Outra característica relevante do projeto foi a criação de um arcabouço físico que desse suporte e bom desempenho ao processo industrial.  Desde o acesso à matéria-prima, à lã suja e seu tratamento, até a lã limpa e empacotada.  Paralelo à construção da fábrica, no início da década de 1950, foi transferido para Pelotas todo o maquinário de Porto Alegre, bem como foram importadas máquinas novas somente para a lavagem de lã. Ao mesmo tempo em que a Laneira começa a se tornar conhecida por novos acionistas, pessoas do município passam a reconhecer o trabalho da empresa na região.  Gradativamente, a indústria foi se expandindo pelo desenvolvimento de suas atividades de beneficiamento da lã e, em 1972, efetuou-se a compra de mais um armazém com três aberturas de frente sul à Avenida Duque de Caxias, n.º 116, ampliando o parque industrial e passando a fabricar o tops de lã (pré-fio para a fiação), além da lavagem.  Nesse período a fábrica busca atingir o mercado internacional, países como Alemanha, a França e a Inglaterra eram frequentes compradores.   Em 1976 a Laneira associou-se ao Lanifício do Rio Grande do Sul Thomaz Albornoz, com sede em Santana do Livramento.  A empresa, fundada em 1908, era considerada na época sua maior concorrente em nível estadual e nacional.  Neste mesmo ano, o Lanifício T. Albornoz tornou-se a empresa majoritária, comprando o controle do principal acionista e, posteriormente, dos demais acionistas pelotenses que tinham o interesse de vender suas ações.  Na década de 1980, a Laneira acrescenta a suas atividades o processo de fiação da lã e, por volta dos anos de 1990, o tingimento dos fios.  Ao longo de sua trajetória a indústria sofreu vários desgastes; entre o final dos anos de 1980 e 1981, os incentivos fiscais para a exportação de produtos foram retirados pelo governo, causando restrições à empresa na área de crédito.  Sob crise financeira, em março de 2003, a empresa controladora requereu a falência da Laneira, homologada imediatamente e, por consequência, a mesma foi desanexada do Lanifício T. Albornoz.  A Laneira Brasileira Sociedade Anônima fechou suas portas em abril de 2003, com um parque industrial correspondente a 14 000 m² de área coberta construída.  No ano de 2010 o imóvel foi vendido a Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e parte do maquinário que pertenceu a fábrica, está sob responsabilidade da instituição de ensino superior.
Foto: Vista parcial da fachada da Laneira Brasileira, Av. Duque de Caxias, 104, bairro Fragata - Coleção LBSA / Fototeca Memória da UFPEL
Fonte: http://www.ufpel.edu.br/tede/tde_arquivos/21/TDE-2013-01-17T173839Z-1205/Publico/Chanaisa_Melo_Dissertacao.pdf
Fachada da antiga Fábrica Laneira Brasileira S/A., na Avenida Duque de Caxias. - Década de 1950.
Foto: www.almanequedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 109/644.
Laneira Brasileira S/A
Moinho Pelotense
Entre algumas fotos do colaborador consta como fonte de uma ou todas, o seguinte: Moinho Pelotense (1928) - Fonte: http://www2.archi.fr/SIRCHAL/atelierdexpertise/pelotas/pel_diagnostic/pel_diag_vp.html
Moinho Pelotense
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