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Pelotas - Cidade antiga -   Outras instituições - Serviços Públicos
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Outras instituições - Serviços Públicos - Na Cidade Antiga, os órgãos e equipamentos de serviços públicos, fazendo ou não parte da história de Pelotas e de sua históra. Quando couber, as fontes associadas a determinaa apresentação serão citadas.
Aguadeiros


Os "Agueiros" ou "Aguadeiros", captavam água de locais escolhidos e entregavam domiciliarmente.  Existiam os mais modestos - como estes das fotos - e alguns mais sofisticados que entregavam água em bairros mais nobres.  Todos tinham a sua clientela a qual serviam quase diariamente.   As fotografias são do final do Século XIX.
Foto de Ronaldo Bastos
Assistência Pública Municipal


Ambulância do inicio do século XX vista pela lateral e o seu interior pela parte de trás.
Cabungueiros
"Cabungueiros" - O primeiro serviço público de despejos de Pelotas foi o processo de retirada do material fecal dos prédios por meio de cabungos (recipiente de madeira para recolher fezes, também conhecidos por cubos ou fossas móveis) transportados até o Santa Bárbara em carroções.  Os funcionários que executavam esse trabalho eram conhecidos como "cabungueiros" e esse serviço era feito por particulares, sob a fiscalização da Intendência. O jornal menciona a existência de duas empresas na cidade.  Essas empresas eram motivos de constantes críticas na imprensa local, pela falta de higiene e condições com que os serviços eram executados:  "É exactamente ao meio dia, quando o calor se torna mais intenso, que os vehiculos da limpeza transitam pelas ruas da cidade fazendo a população supportar cheiros enauseabundos que alteram a saúde e tornam-se assas incommodativos". (CORREIO MERCANTIL, 27.04.1876).   De 1884 a 1886 a taxa média anual de mortalidade foi de 26,6 para cada mil pessoas em decorrência principalmente de doenças relacionadas à falta de higiene. Em 1890, os jornais sugeriram que os serviços se tornassem obrigatórios, pois, dos 4.200 prédios existentes na cidade, apenas 1.000 eram assinantes do asseio. A imprensa afirmou: "
É claro, pois, que 3.200 casas que o não são, fazem os despejos nos quintaes, nos sumidouros, nos canos, nas ruas, nas sargetas, nos arrebaldes e nas margens do Santa Barbara!".  Na década de 1890, vários eram os inconvenientes desse serviço. A questão mais complicada era o aspecto financeiro. Por ser um serviço pago, a maioria da população preferia abrir buracos nos fundos dos quintais ou jogar seus dejetos nas ruas, exalando mau cheiro e disseminando doenças:  "Uma das medidas cuja adopção mais urgentemente se impõe é a obrigatoriedade do serviço de matérias fecaes, por quanto, elevando-se a cerca de seis mil os fogos existentes no perímetro da cidade, apenas mil e poucos utilisam-se dos cubos da respectiva companhia, havendo, consequentemente, duas terças partes da população que defeccam ou nos quintaes, ao ar livre, ou em sumidouros, o que é ainda mais perigoso, porque constituem focos de infecção miasmática". (DIÁRIO POPULAR, 21.10.1893)  Em decorrência dos despejos os jornais apontavam para a contaminação do Arroio Santa Bárbara em 1896.  Por essa razão, em novembro de 1897, uma concorrência foi aberta para a escolha de uma nova empresa para a remoção das matérias fecais e águas servidas.  A proposta vencedora foi a da empresa do Sr. Antonio Leivas Leite.  Muitas situações embaraçosas e acidentes ocorriam na execução do asseio:  "Limpo mesmo foi um serviço feito enfrente ao mercado, lado da rua 15 de Novembro. Tendo por ali aflouxado a roda de um dos carros do Asseio Pelotense, assistio a visinhança á mais cheirosa baldeação de carga que se pode imaginar.  A maneira, então, por que se fez a tal baldeação é que foi mesmo delicada..." (A OPINIÃO PÚBLICA, 13.08.1897)  "Bem emfrente á sachristia da Matriz, esteve hontem atolada, talvez meia dúzia de horas, uma carroça do Asseio Pelotense, naturalmente cheia de ... marmelada! Foram precisos quatro ou seis burros para safar o vehiculo, do qual sempre se retirou um pouco da carga! Imaginem como aquella visinhança não ficou cheirosa!" (A OPINIÃO PÚBLICA, 19.04.1898)  O comércio de Pelotas se desenvolvia e com isso a circulação de pessoas nas ruas aumentava. Carroças de matérias fecais atoladas defronte o mercado e da igreja ou espalhando seus odores pelas ruas e cabungos derramados em comércios, iam contra os ideais de modernidade e progresso anelados pela cidade.  Foi por isso que no final da década de 1890 foram exigidas medidas higiênicas a fim de melhorar as condições dos serviços e controlar as doenças.  Entre elas estavam à desinfecção dos cubos com formol e o recolhimento mais frequente, começando a partir das 5 horas da manhã, também foram emitidas intimações aos moradores para adoção dos serviços.  Essas determinações estavam de acordo com os princípios preventivos do higienismo que pretendiam civilizar pelo asseio dos espaços, das pessoas, do ar e dos costumes.  A determinação aos pobres para que utilizassem os serviços do asseio, sem considerar suas condições financeiras, era um instrumento de moral que se impunha para modificar os hábitos íntimos dos mais humildes. Nos anos seguintes, a partir de 1900, apesar das determinações a situação permaneceu inalterada. Poucas casas adotavam os cubos.
*Foi mantida a linguagem original dos relatos dos jornais da época (final do século XIX).
Foto: Carroça para remoção de cabungos.
Fonte: http://www.ufpel.edu.br/ich/ppgmp/v03-01/wp-content/uploads/2012/05/XAVIER._Janaina._dissertacao_2010.pdf
Capitania dos Portos de Pelotas
Antiga sede da Capitania dos Portos do Rio Grande do Sul, em Pelotas, RS., na rua Benjamin Constant, esquina de rua Álvaro Chaves - Década de 1990.
Foto: www.almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 115/644.
Corpo de Bombeiros
Serviço de Extinção de Incêndio de Pelotas-1901
Corpo de Bombeiros de Pelotas - início do século XX


Corpo de Bombeiros - Anos 20
Secretaria Municipal de Saúde
Secretaria Municipal de Saúde (antigo Centro de Saúde), Edifício modernista, recentemente utilizado como Secretaria Municipal de Saúde - Década de 1990.
Foto: www.almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 112/644.
Usina de Energia Elétrica
Usina e pavilhão da Luz e Força à Praça da Constituição-(sem data) - atual Prédio da CEEE - Fonte: FERREIRA-1916-pág247
Vista panorâmica da Usina e outras dependências da The Riograndense Light & Power Synd. Ltd., vista na direção soduoeste, abi 1930.
Foto: www.almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 180/644.
Cartão Postal da "Usina Elétrica de Pelotas", atual sede da Ceee (Cia. Estadual de Energia Elétrica), no final da década de 1930.
Foto: www.almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v3.pdf-Imagem 181/644.
O mesmo Cartão Postal da "Usina Elétrica de Pelotas", acima. - autor desconhecido.
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