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Pelotas - Cidade antiga -   Centro Histórico
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Centro Histórico - No "Centro Histórico de Pelotas - Cidade antiga", apresentamos os prédios construídos na sua maioria pelos seus fundadores, predominantemente charqueadores, usando os mais diversos estilos, com descrição resumida, extraída das fontes: Além das utilizadas na página contemporânea: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense - Casarões contam sua História - 2º vol. - Zênia de Leon, entre outros como Viva o Charque - Mário Osório Magalhães, tem também outras oriundas do Facebook e Internet, cujos créditos estão apontados nos locais apropriados.
Solar dos Campos
O Solar dos Campos foi construído para o fazendeiro José Antônio Campos. Localizada na rua Santa Tecla. Sua construção provavelmente é de 1879. O pórtico de entrada da residência abriga um portão de ferro que dá acesso à escadaria que leva à porta principal, ladeado por pilares onde estavam dispostas duas esculturas (devido a tentativas de roubo e vandalismo, foram retiradas). O catálogo da Fábrica Devezas arrola uma das alegorias como uma bailarina com castanholas. A outra escultura não foi encontrada no catálogo.
Fonte: http://ecletismoempelotas.files.wordpress.com/2010/11/apresentac3a7c3a3oelementos-funcionais-e-ornamentais-da-arquitetura-eclc3a9tica-pelotense-1870-1931-estatuc3a1ria2.pdf http://ecletismoempelotas.files.wordpress.com/2011/05/o-ecletismo-historicista-em-pelotas-1870-1931.pdf
Nota: Na Fonte do texto: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense - pág. 112. sobre o mesmo prédio, atualmente utilizado pela Secretaria Municipal de Administração, consta: Construção: Ano de 1916
Clube Comercial de Pelotas
Clube Comercial de Pelotas, com frente para a Rua Félix da Cunha, 663, esquina de Rua Gal. Neto, fazendo frente também para a Rua Anchieta. foi construído em 1881, para residência de Felisberto José Gonçalves Braga. O Clube Comercial existe, neste prédio desde 1887. Foto de 1914.
Clube Comercial de Pelotas, Rua Félix da Cunha, 663, esquina de Rua Gal. Neto, tendo à frente, o Comercial de "Seccos" e Molhados - Foto: Augusto Amoretty
Clube Comercial de Pelotas - Carnaval em 1941 - Contribuição de Rodrigo Z Ribeiro
Palacete do Comendador Faustino Trápaga
Palacete do Comendador Faustino Trápaga - Rua Mal. Floriano, 179, esquina de Rua Barão de Santa Tecla. - O Comendador era espanhol, e veio para o Brasil em 1889. Casado com Vitoriana Zorilla, tiveram 3 filhos: Faustino, Carmem e Baldomero. Faustino era estabelecido com comércio de tecidos de fabricação européia. Os artigos, de fina qualidade, iam desde cortinados suntuosos, docéis, almofadas, colchas, até sedas finas para vestidos femininos. Faustino Trápaga era Comendador por Decreto Papal. O suntuoso casarão construído pelo Comendador, foi erguido com base em planta que veio da Espanha. A construção é de estilo eclético, com tendência mourisca, caracterizada pelas janelas ogivais em arco agudo, e grades de ferro nas sacadas em balcão. O Frontão na fachada lateral tem marcado as iniciais - FT - e o ano de 1881. O prédio foi doado à U.F.PEL, pela viúva Carmem Trápaga, para sediar a Escola de Belas Artes. O prédio foi doado com as tapeçarias e obras de arte, como estatuetas e pinturas de artístas célebres. Fonte: Pelotas - Casarões contam sua História - 3° Vol. - Zênia de Leon
Palacete do Comendador Faustino Trápaga, depois Escola de Belas Artes, atual IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Palacete do Comendador Faustino Trápaga, depois Escola de Belas Artes, atual IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional)
Residência de Manoel Alves da Conceição - Barão da Conceição
  
Esquerda: O prédio para residência de Manoel Alves da Conceição - Barão da Conceição foi construído no século XIX. Além de sua residência foi também sede da sua firma Conceição & Cia. Foi também, sede da Cia. Telefonica Pelotense; o andar térreo foi ocupado desde aproximadamente 1957 até por volta de 1965 pelo Instituto de Beleza Altair, de propriedade de Hércio Gonçalves e sua esposa Altair, residentes na época no Largo Gomes da Silva e, mais tarde pelo Banco Itaú. Não disponho de outros dados históricos, mais atuais. - Direita: Uma foto antiga, porém mais recente mostra a fachada do prédio.
Atilano Costa em 1912 - Laboratório Rouget Perez (atual)
Edifício de um pavimento com porão habitável, mandado construír por Atilano Costa, em 1912. O projeto é de autoria da firma uruguaia, Perez, Monteiro & Cia. Trata-se de um prédio residencial projetado a partir de um grande salão de distribuição ("Hall Central"), coberto por uma clarabóia móvel que desliza sobre trilhos. Com fortes influências uruguaias, o edifício foi construído com estrutura portante de concreto armado e com vastos terraços impermeabilizados. Durante a década de sessenta, tais terraços foram revestidos e receberam cobertura com telhas de Barro. Atualamente abriga o Laboratório Rouget Perez e vem sendo mantido em ótimo estado de conservação.
Texto extraído do livro: 100 Imagens da Arquitetura Pelotense Rosa Maria Garcia Rolim de Moura Andrey Rosenthal Schlee - Pág. 108
Nota do Editor: Trabalhei nesta casa, como servente de pedreiro, entre 1950 e 1953, quando, segundo meu patrão, era de propriedade do Dr. Guilherme Soibelman, que era sogro do Dr. Guilherme Procionay, cuja residência e consultório, era em frente à sua lateral, pela Rua Dom Pedro II e, acho que o número era 853. Na frente da casa (Laboratório), pela Rua 15 de Novembro, existia uma Farmácia "Farmácia Cortelari". A residência do Dr. Procionoy durou muito pouco no prédio, ficando somente o consultório, pois, estava construindo sua casa na Rua Dr. Edmundo Berchon, 216 (atual Gonçalves Chaves) com frente também para a Rua Dr. Amarante, de onde ficava apenas a duas casa da esquina (Posto Texaco).
Colégio Anglicano Santa Margarida
No decorrer do processo de evangelização da Igreja Anglicana Brasileira no Rio Grande do Sul, se fez necessário criar programas educacionais para expansão da Igreja no Estado. Desde o início da missão anglicana, estabelecida no ano de 1891, na capital Porto Alegre e na cidade de Pelotas a partir do ano de 1892, os dirigentes da comunidade anglicana se empenharam em criar escolas dominicais.
Com as escolas, os dirigentes anglicanos pretendiam formar as bases para a propagação dos valores espirituais da confissão anglicana no Brasil, isto é, delegar aos jovens os trabalhos futuros da Igreja, criar ministérios religiosos para formar um quadro de professores de ensino (reverendos), estimular o processo de evangelização e colaborar para o aumento do número de fiéis e membros da Igreja. Estas razões se tornaram as primeiras ações da comunidade anglicana para a continuidade da sua tradição religiosa no Brasil.A criação de escolas paroquiais e/ou dominicais foram as primeiras ações religiosas- educacionais promovidas pela Igreja Anglicana no Estado do Rio Grande do Sul. Nestas escolas os jovens deveriam pautar-se pelos padrões morais e religiosos da Igreja.
As novas instituições-educacionais anglicanas constituíam uma fonte riquíssima de ensinamentos cristãos que ajudavam a Igreja Anglicana a desenvolver os trabalhos missionários de evangelização no Brasil, além de se tornarem uma nova fonte de renda para a Igreja, pois as verbas para a manutenção da Igreja e de seus reverendos ficavam a mercê das contribuições dos membros da comunidade anglicana e da Igreja Episcopal Americana.
A legislação do Governo Provisório (1930 - 1934) previa o ensino religioso facultativo nas escolas oficiais, já os dirigentes anglicanos entendiam que as instituições de ensino privadas poderiam escolher a sua inclinação religiosa, a legislação sobre o ensino religioso foi uma questão bastante controvertida e gerou uma série de acentuados debates, sobre a questão do ensino religioso facultativo nas escolas públicas.
O projeto de criação da Escola Diocesana Santa Margarida pode também ser entendido como uma tentativa dos dirigentes anglicanos em "neutralizar" o Decreto Federal do governo Provisório de Getúlio Vargas, que apenas formatava as escolas oficiais ou públicas, mas nada argumentava sobre as escolas privadas.<>Na criação da Escola Diocesana Santa Margarida na cidade de Pelotas, é importante observar a notável participação do Reverendo José Severo da Silva da Igreja do Redentor de Pelotas, na organização e planejamento da nova escola anglicana, pois já no ano de 1932, a comunidade anglicana pelotense adquiriu um terreno na área central da cidade para a construção da Escola com grande parte dos recursos provenientes da Oferta Trienal de Gratidão da Igreja e da Liga de Senhoras Norte-americanas.
Nas Atas do 34º Concílio da Igreja Episcopal Brasileira na seção: Relatório da Commissão sobre o Estado da Igreja, escrita pelo Reverendo José Severo da Silva, então secretário do Concílio, revelam as motivações religiosas e/ou evangelizadoras dos dirigentes anglicanos, na criação de uma Escola Doméstica anexa à Escola Diocesana Santa Margarida:   " Velha aspiração de nossa amada Igreja vae tomando corpo, e será, em curto lapso de tempo, confortadora realidade. Queremos referir nos ao Collegio para Meninas. Resolvida sua localização na cidade de Pelotas, já foram adquiridos os terrenos para receber o edifício [...] Pensamos no projectado Collegio com sua Escola Domestica (...)"
Um aspecto importante que serve para a análise do artigo escrito pelo Reverendo Severo é a força empregada na possibilidade da criação dessa escola doméstica para meninas, pois na concepção de educação feminina da época não bastava somente "educar" intelectualmente as futuras mulheres: era necessário afirmar o estereótipo criado sobre o ser mulher (mãe-esposa-dona-de- casa), pois o espaço da mulher ainda reservava-se à casa.
A Escola Diocesana Santa Margarida foi inaugurada em março de 1934, funcionando nos seus dois primeiros anos em uma casa alugada na rua Santa Cruz, n.º 172, distante alguns quarteirões da Igreja do Redentor e também aos terrenos adquiridos pela Igreja Episcopal Anglicana do Brasil. Apenas em 1935 começa a ser erguido o novo edifício na rua Gen. Osório, 754.
Fonte: http://anpuh.org/anais/wp-content/uploads/mp/pdf/ANPUH.S23.1069.pdf
Adendo:  Santa Margarida - 1934/2005 - O Ginásio Santa Margarida foi inaugurado em março do ano de 1934, em sessão presidida pelo Bispo William Mathew Merrick Thomas, contando com a presença dos membros do Conselho Consultivo da Escola: o Reverendo José Severo da Silva (Presidente), Horaida Duval da Silva (Membro da Sociedade Auxiliadora de Senhoras), Lili Krentel Frelechoux (Secretária), Reverendo Carlos H. Clemente Sergel (Tesoureiro) e Hedy Sergel (Diretora).
Faculdade de Direito


Faculdade de Direito - 1929 - Praça Conselheiro Maciel. - A Congregação do Ginásio Pelotense, em sessão realizada a 7 de setembro de 1912, aprovou o projeto de fundação da Faculdade de direito, ficando como diretor interino o Dr. José Júlio de Albuquerque Barros.  A data oficial de fundação é de 12 de setembro de 1912.  Os cursos da faculdade foram iniciados em abril de 1913, funcionando, inicialmente, em parte de dois imóveis: O Ginásio Pelotense e a Biblioteca Pública Pelotense.  Na administração do Dr. Augusto Simões Lopes, em data de 29 de agosto de 1928, no gabinete do intendente foi assinada a escritura de doação pela municipalidade de terreno localizado à Praça Conselheiro Maciel, para ali ser construído o prédio da Faculdade. Já em 31 de agosto, do mesmo ano, foi solenemente lançada a pedra fundamental.  Como a área doada pela municipalidade fosse insuficiente para a execução do projeto, foram feitas doações pelos descendentes do Conselheiro Maciel.
O projeto da construção foi elaborado pela firma Dia & Requião, para um prédio de 2 pavimentos, com vestíbulo, portaria, diretoria e três salas de aula no térreo, e no pavimento superior salão com sacada e mais cinco salas de aula.  Posteriormente houve o acrescimo de duas alas laterias para serem ocupadas pela Biblioteca e Auditório.  A inauguração do prédio foi em 1929.
Fonte:www.vivaocarque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm
Bibliografia: "100 Imagens da Arquitetura Pelotense" / "A Cidade de Pelotas - Fernando Luís Osório" / "Nossa Cidade Era Assim - Heloisa Assumpção Nascimento".
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