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Pelotas - Cidade antiga -   Praça Cel. Pedro Osório e seu entorno
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Praça Cel. Pedro Osório e seu entorno - Nesta página estaremos apresentando imagens dos prédios antigos, que circundam a Praça Praça Coronel Pedro Osório, narrando, quando possível, sua história que, em sua maioria são prédios já tombados pelo patrimônio histórico, cujos proprietários, os "Barões do Charque", fizeram a história de Pelotas.
Nesta imagem pretendemos mostrar como estão posicionados os prédios adiante apresentados. Esta é a Rua XV de Novembro, sentido sul / norte, vista do alto da Igreja do Redentor (a Igreja Cabeluda), no intervalo que antecede em duas quadras a Praça Coronel Pedro Osório.   Vemos logo à frente um canteiro no centro da rua. O prédio à esquerda é o Mercado Central, onde vemos duas de suas 4 torres e a torre central semelhante à Torre Eiffel. O prédio alto que vemos adiante e à frente da torre central é o do Banco Pelotense, atual Banco do Estado do Rio Grande do Sul. Continuando pela Rua 15 de Novembro, depois de onde termina o canteiro, segue-se a partir da esquina, pelo lado esquerdo: A Prefeitura, a Biblioteca Publica e outros prédios, e à frente da Prefeitura, a Praça Coronel Pedro Osório, que vemos o topo de suas árvores por sobre os telhados a partir do começo desta imagem. O Primeiro prédio alto que aparece após à Praça é o primeiro prédio do Theatro 7 de Abril construído em 1870.
 
Intendência  Municipal  (Prefeitura)  e
Biblioteca  Pública


Não disponho da data da imagem com exatidão, mas o conjunto de fotos disponíveis, datam de 1904 a 1930, e levando em conta que o primeiro prédio era a "Intendência" e não "Prefeitura", e que a figura do Intendente vigorou de 1905 a 1930, tudo leva a crer que é dentro deste período.

Um outro aspecto que pode levar a data para o começo do período é a presença do Bonde tracionado a cavalos e ainda o fato de a Biblioteca Pública possuir apenas o pavimento térreo.

Edições Meira nº 49
Biblioteca Publica pela Rua XV de Novembro em frente á Praça Coronel Pedro Osório, ainda com apenas um andar.
 
Prefeitura Municipal e Biblioteca Pública - Década de 30.

Segundo alguns historiadores, o projeto foi elaborado pelo engenheiro Romualdo de Abreu e Silva e modificado por Lopo Netto, segundo outros, é de autoria do arquiteto italiano José Izella Merotte.

O contrato para construção foi firmado pelo presidente da Câmara Municipal de Pelotas, Dr. Leopoldo Antunes Maciel - Barão de São Luís e o construtor Carlos Zanotta.

Os prédios da Prefeitura e Biblioteca
foram erigidos em parte do terreno doado em 2 de julho de 1813, por Dona Mariana Eufrásia da Silvera - viúva do terceiro Capitão Mor do Rio Grande - Francisco Pires casado, e teve inauguração definitiva, o da Prefeitura, e provisória, o da Bibliolteca em 1881.
Prefeitura nos anos de 1920. O prédio que aparece ao fundo é o do Banco Pelotense, atual Banco do Estado do Rio Grande do Sul e está distante a uma quadra, com frente para a Rua Marechal Floriano e o lado que se vê é pela Rua Andrade Neves.
Bibliotheca Pública nos anos 1920 - Foto: Arquivo da BPP - Edição Bazer Edson.
O primeiro prédio é a Bibliotheca Pública, na esquina da Travessa Conde de Piratini e o prédio seguinte é o tradicional "Índio da Sorte - Loterias", seguido pelo prédio do Escritório da Várig e os demais, adiante citados.
Foto: http://almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v2.pdf
Escritório da Varig em Pelotas, ao lado do prédio do "Índio da Sorte - Loterias". - Foto: http://almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v2.pdf
O Estúdio Delfiol foi um dos mais famosos estúdios fotográficos de Pelotas, tendo como único concorrente em nível de preferência, o Foto Robles, que se situava, na ocasião, na Rua 15 de Novembro, 626, entre Rua Gal. Neto e 7 de Setembro. Ficava em frente à antiga loja de Ferragens de artigos sanitários, do Carúccio & Cia. Ltda, que tinha o número 628 pela Rua 15 de novembro, e tinha seu escritório na esquina da Rua Gal. Neto, 651 onde hoje é a Caixa Econômica Estadual/Banrisul. Os veículos em circulação e estacionados sugerem que esta foto é de data próxima a 1970, podendo ser enquadrada dentro do critério de "Pelotas Antiga."
 
Fachada da Confeitaria Brasil, 1922.

Em 1919 existiam em Pelotas as seguintes confeitarias:
Confeitaria Nogueira e Sobrinho e Irmão, na rua XV de Novembro,559; Manoel L. Gaspar, na Praça Coronel Pedro Osório, 155; Domingos de Souza Moreira, rua Marechal Floriano, 05; E. Brauner & Irmão, rua XV de Novembro; Bernadino Barroso & Rosário, rua Andrade Neves, 802; Luiz Cáprio, rua Gen. Osório, 774; La Uruguaia, Gen. Osório esq. Major Cícero.
Entre as mais famosas estão a Confeitaria Brasil e a Padaria e Confeitaria Nogueira, ambas na rua Quinze de Novembro. Em
1846, o Imperador D. Pedro II, lança, na Praça da Regeneração (hoje Cel. Pedro Osório), a pedra fundamental para a construção de uma Igreja Matriz, no entorno da praça central. Mas a igreja nunca foi edificada, o local onde fora planejada sua construção acabou abrigando a Confeitaria Brasil (Rua XV esq. com a rua Ismael Soares).
Foto: Fachada da Confeitaria Brasil, 1922. - Fonte: Pelotas Memória - Fascículo II - 1989 - Nelson Nobre Magalhães.
Altar da Pátria 1944 na Praça Cel Pedro Osório pela Rua xv de Novembro, em frente à antiga Confeitaria Brasil - Foto de Leni Oliveira.
Nesta imagem vemos em primeiro plano a Casa Hercílio, na esquina da Rua Marechal Floriano. Atrás de onde aparece o bonde é a esquina da Rua Ismael Soares, onde está oculta a Confeitaria Brasil, de Manoel L. Gaspar, na Praça Coronel Pedro Osório, 155 e à sua frente o Altar da Pátria que também não se visualiza nesta foto. Mais atrás, já em segundo Plano, a Biblioteca Pública e a Prefeitura. Note o detalhe para a placa de reclame do Cinema Ponto Chic.
Um funeral percorrendo a Rua XV de Novembro, onde vemos em primeiro plano a Casa Hercílio, na esquina da Rua Marechar Floriano. Atrás, na esquina da Rua Ismael Soares, vemos a Confeitaria Brasil, de Manoel L. Gaspar, na Praça Coronel Pedro Osório, 155 e à sua frente o Altar da Pátria que não se visualiza nesta foto. Mais atrás, já em segundo Plano, a Biblioteca Pública e a Prefeitura.
Funerais do Ten. Francisco J. Vernetti em 30/10/1925 vindo da Rua XV de Novembro e iniciando a percorrer a Rua Marechal Floriano rumo ao Cemitério. Em primeiro plano à direita vemos o prédio onde está a Pharmácia Passos que na imagem anterior já era a Casa Hercílio. Mais adiante, ainda à direita, ja na Rua Princesa Isabel, vemos a Praça Coronel Pedro Osório e bem à frente a esquina da Praça com a Rua Félix da Cunha.
Imagem de um cartão postal mostra o prédio da foto anterior, onde na época funcionava a Pharmácia Passos e onde atualmente é o Edifício do Rex Hotel. - Fonte: Pretérita uRBe/RS.
Esta foto, também antiga é de uma época posterior a 1952, mas anterior a 1960, já que até 1952 só haviam os dois primeiros arranha-céus, o Edifício Palácio do Comércio com 10 andares, da Associação Comercial de Pelotas, e o Edifício APIP com 15 andares, da Associação dos Properietários de Imóveis de Pelotas. E o Edifício que vemos é o do Rex Hotel, na Rua XV de Novembro na esquina da Rua Marechal Floriano, onde antes era o prédio térreo que vemos na foto anterior e que era ocupado pela Casa Hercílio. O Primeiro nome deste Edifício era Torre Eiffel. Na esquina seguinte pela Rua Marechal Floriano é a Rua Andrade Neves onde vemos o prédio do Banco Pelotense, atual Banco do Estado do Rio Grande do Sul e na outra esquina, a da Rua General Osório, um sobrado de dois pavimentos, que atualmente é o Edifício Feliciano Xavier, de onde se deduz que a data desta foto á anterior a 1960. Alguns anos mais tarde a parte da esquina deste edifício foi ocupado pela loja "A Principal". - Foto Postal Colombo - Fonte: Pretérita uRBe/RS.
Esta foto mais recente que a anterior, mostra a fachada da loja "A Principal", na esquina da Rua XV de Novembro com a Rua Marechal Floriano. À frente, o prédio de propriedade do Dr. José Otoni Fereira Xavier (Dr. Ferreirinha), pela rua Marechal Floriano nº 8, sendo a esquina, na parte térea, ocupada pela Farmácia Gurvitz.
Praça Coronel Pedro Osório - década de 1960 - Entorno da Praça Cel. Pedro Osório, face Sul. Vista desde a proximidade da esquina com a Rua Anchieta, na direção oeste, ao cair da noite. Em primeiro plano, veículos de época estacionados. Ao fundo, o Rex Hotel, o antigo edifício Torre Eiffel e o antigo Banco Pelotense. Década de 1960 (data aproximada).
Acervo Eduardo Arriada. - Foto retirada do volume 3 do Almanaque do Bicentenário de Pelotas, uma realização Gaia Cultura E Arte, financiamento Pró Cultura RS e patrocínio Josapar, Companytec Automação e Controle Ltda e Biri Refrigerantes.
  
Esquerda: Mais um flagrante de uma das acrobacias dos Zugspitz Artisten, aqui realizadas em maio de 1957 (ver legenda das figuras das páginas 33 e 48). O jornal Diário Popular de 10 de maio de 1957 noticiara que se encontrava em Pelotas o Sr. Maximilian Von Haercken (sic), empresário dos 'Artistas Zugspitz', tratando das respectivas licenças para o espetáculo, junto à Prefeitura Municipal. Os acrobatas procediam diretamente da Capital do Estado, onde haviam acabado de exibir seus feitos, e rumariam depois à cidade de Rio Grande, para espetáculos nos dias 18 e 19 seguintes. Para Pelotas, a ideia inicial, ainda segundo o periódico, era fazer-se a travessia entre o Grande Hotel e o Edifício Del Grande. As fotografias conhecidas parecem confirmar que, ao fim, foram escolhidos o Rex Hotel e o Edifício Del Grande, possivelmente pela viabilidade, mais favorável. Nesta fotografia, o registro da travessia de um dos equilibristas, auxiliado por uma vara, desde o alto do Edifício Del Grande em direção ao Rex Hotel (sentido oposto ao da figura da página 48). Acervo de Adriano Ortiz e Jeni Ortiz (in memoriam). Colaboração de Ana Lúcia Alt. Foto retirada do volume 3 do Almanaque do Bicentenário de Pelotas, uma realização Gaia Cultura E Arte, financiamento Pró Cultura RS e patrocínio Josapar, Companytec Automação e Controle Ltda e Biri Refrigerantes.
A citação "(ver legenda das figuras das páginas 33 e 48)", na primeira linha acima, refere-se ao volume 3 do Almanaque do Bicentenário de Pelotas. Não foram feitas nenhuma alteração no texto, preservando-se a originalidade, tal como o autor o escreveu.
Direita : Finalizando a travessia - Foto: www.almanequepelotas.com.br/V3 Imagem 50/644.
Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul - Construído em 1926.   -   Fachada do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul - Praça Coronel Pedro Osório, 164 na esquina da Rua 15 de Novembro.   Atual Banco Itaú, desde 1976.   O prédio e do tipo arquitetônico, edifício de dois andares, com entrada principal pela esquina.   O Banco da Província possuía filial em Pelotas desde 1858 e a inauguração da agência ocorreu em 1926.   O imóvel que em 1976 pertencia ao Banco Sul-Brasileiro, foi vendido naquele ano ao Banco Itaú. Está localizado na esquina na posição transversal à Loja A Principal, no Edifício do Rex Hotel e defronte à Farmácia Gurvitz, no prédio do Dr. Ferreirinha.
Dirigível Graf Zeppelin no dia 30 de Junho de 1934 em direção a Buenos Aires quando sobrevoava o espaço passando sobre o Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul.   -   Foto: Ildefonso Robles.
Foto do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul em data mais recente do que a anterior. A data situa-se entre os anos de 1948 a 1952, identificada pela presença do edifício do Palácio do Comércio, da Associação Comercial de Pelotas, mas vê-se que ainda não existia o edifício APIP da Associação dos Proprietários de Pelotas, que teve sua construção iniciada em 1952 e finalizada em anos posteriores. - Foto: Pretérita uRBe/RS.
Nesta foto podemos ver, pela diferença nos postes de iluminação e de telefonia, na ausência do prédio do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul fundado em 1926 e, pela presença do prédio do Theatro Sete de Abril, fundado e 1916, que esta foto identifica o intervalo - de ou depois de 1916 e anterior a 1926.
História:   Em 20 de outubro de 1915 teve início o tráfego de bondes "elétrico" (antes desta data os bondes eram por tração animal).  As primeiras ruas por onde circularam foram: Marechal Floriano Peixoto, 15 de Novembro, 7 de Abril (D. Pedro II) e Vieira Pimenta (Marcílio Dias).  Os bondes circulavam em 20.761 metros e atingiam também os seguintes bairros: Porto, Fragata e Três Vendas. O serviço prestado por 40 anos, quando em 1955 foi desativado.   -   Foto: Projeto Pelotas Memória.
Theatro Sete de Abril - primeiro prédio construído em 1870, pela Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório está localizado ao lado do único prédio que o separa da construção do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul. O prédio entre o Banco e o Theatro veio anos depois ceder seu espaço à construção do Edifício Del Grande. O prédio imponente que vemos adiante é o do Clube Caixeiral, ainda com suas duas torres no topo da fachada.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril construído em 1870, Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório - Foto da primeira reforma 1916.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril construído em 1870, Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório - Foto depois da primeira reforma 1916.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril - no seu novo prédio de 1916, pela Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório, anunciando a peça "O Mágico de OZ.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril - no seu novo prédio de 1916, pela Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório, anunciando o filme "Denny na Berlinda.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril - no seu novo prédio de 1916. interior do Theatro numa noite de apresentação.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
Theatro Sete de Abril - no seu novo prédio de 1916, pela Rua Marechal Floriano, frente à Praça Coronel Pedro Osório no mesmo local, ao lado do único prédio que o separa da construção do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul. O prédio entre o Banco e o Theatro veio anos depois ceder seu espaço à construção do Edifício Del Grande.   -  Foto: Pretérita uRBe/RS.
A mesma imagem anterior, porém mostrando o primeiro prédio do Theatro Sete de Abril, construído em 1870, tendo ao lado o prédio do Hotel Brazil, o único que o separa da construção do Banco da Província do Estado do Rio Grande do Sul e que veio anos depois ceder seu espaço à construção do Edifício Del Grande.   -   Foto: Pretérita uRBe/RS.
 
Clube Caixeiral - Construído em 1902-1905

O projeto de construção é do arquiteto pelotense Caetano Casareto, de 1902, e revela um profissional refinado.
A construção original, tal como se vê na foto antiga, ao lado, era encimada por 2 torres, posteriormente demolidas.

O Clube teve origem na noite de 6 de outubro de 1879, quando alguns Caixeiros se reuniram por sugestão do colega Manuel Morales, para em comissão se entenderem com alguns patrões para conseguir o fechamento das portas do comércio aos domingos e dias santos, às 3 horas da tarde, até o dia seguinte. Após muito esforço isto foi conseguido em 8 de dezembro   do   mesmo ano. - Em   25   de
dezembro de 1879, com a presença de 97 caixeiros, foi criado o clube que tomou o nome de "Club União e Progresso". Em 10 de janeiro de 1880 o clube passou a chamar-se "Club Caixeiral". Durante alguns anos o clube ocupou várias sedes provisórias, até que em 11 de dezembro de 1905 passou a ocupar a sede própria, ainda em fase de conclusão.  O Livro de Visitas do clube registra nomes de personalidades na nova sede, como segue: - João de Sá Camela Lampréia - Ministro de Portugal;   - Dr. A. Cassiano do Nascimento - Deputado Federal;   - Dr. Affonso Penna - Presidente da República;   - Dr. A. A. Borges de Medeiros - Presidente do Estado;   - Dr. J. L. Rowen - Ministro norte-americano;   - Dr. Júlio Philippe - Ministro Chileno;   - Dr. Bruno Gonçalves Chaves - Ministro junto à Santa Sé;   - Coelho Netto - Escritor; e,   - G. C. Machado - Cônsul de Portugal. - Bibliografia: 100 imagens da Arquitetura Pelotense / Revista Pelotas-Memória - Fasc. 2 - ano 1996.
 
Quartel Legalista - "Casa da Banha"

Localização: Praça Cel. Pedro Osório
Construção: século XIX, década de 30

Durante a Revolução Farroupilha (1836), serviu de quartel general a Manuel Marques de Souza - Conde de Porto Alegre. O prédio conserva ainda a simplicidade do ritmo de cheios e vazados do prédio original que, dentre as várias modificações e descaracterizações, teve o telhado com beiral modificado em 1926, recebendo uma platibanda cega.
Mais alguns aspectos da rica história
deste casarão: Manoel Marques de Souza (futuro Conde de Porto Alegre), 1836, ali aquartelou-se, durante a Revolução Farroupilha, com dois batalhões, um deles de soldados portugueses.   Resistiu durante dias, ameaçado pela fome e sede, e ainda ter seu paiol explodido pelos tonéis de pólvora dos Farrapos.   Entregou-se e foi preso. O sobrado também foi sede da Câmara Municipal, redação do jornal Diário de Pelotas, Colégio José Seixas, Colégio Salvador, e de seu sucessor Bernardo Taveira Júnior, Colégio do Dr. Braziliano da Costa e Silva, estação telegráfica, sede da União Republicana, sede da Igreja do Redentor, Quartel da Polícia, Prisão de Miguel Barcellos, sede da Sociedade Eutherpe Musical, Clube Carnavalesco Demócrito.  Desde de 1921 passou a ser propriedade do Clube Caixeiral.
Hotel Paris ( * ), pela Rua Félix da Cunha 602 esquina da Praça da República, 93 (atual Coronel Pedro Osório). A Rua lateral é a Rua Princesa Isabel. Era em frente ao Armazém Novo Papagaio, que ocupava a parte térrea do Quartel Legalista, com frente para a Rua Félix da Cunha.
Foto: Pretérita uRBe/RS.
( * ) Este hotel deve ter existido antes de 1909, segundo esta nota: "" o Hotel Paris, que foi aberto em 1909, de propriedade de Maria José Passos Maurell, localizado em Monte Bonito (D.P., 08.06.1909, p. 1). ..."" - Fonte: http://www.ucs.br/site/midia/arquivos/gt3-hotelaria-em-pelotas.pdf
Praça Coronel Pedro Osório, pela Rua Félix da Cunha.   Nesta foto de 1902, pela Rua Félix da Cunha, sentido norte-sul, vemos na quadra anterior, antes da seqüência, dos casarões dos números 8 a 6, a esquina da Rua Barão de Butuí mostrando uma casa antiga que foi demolida para dar lugar ao que hoje é o Edifício Embaixador. Note a luminária na esquina, alimentada a gás produzido pela Usina do Gazômetro, pois ainda não existia energia elétrica.
 
Praça Coronel Pedro Osório, pela Rua Félix da Cunha em 1909

Nesta foto de 1909, pela Rua Félix da Cunha, sentido norte-sul, vemos, na seqüência, os casarões: (o primeiro casarão está na esquina da Rua Barão de Butuí)

- casa nº 8 - Barão de Cacequi - Conselheiro Francisco Antunes Maciel;

- casa nº 6 - Barão de São Luís - Leopoldo Antunes Maciel; e,

- casa nº 2 - Barão de Butuí - José Antônio Moreira.

Um pouco da história dos casarões:
- Casa nº 8 - Barão de Cacequi - Conselheiro Francisco Antunes Maciel, Praça Coronel Pedro Osório, nº 8 - Construção: 1878 pelo arquiteto José Izella Merotte para servir de residência à família do Conselheiro Francisco Antunes Maciel segundo Barão de Cacequi), filho do tenente-coronel Eliseu Antunes Maciel, casado com Francisca de Castro Moreira (filha do Barão de Butuí). Construção de esquina com recuos lateral e frontal formando acessos ajardinados; porão alto com sacadas e platibanda mista, coroada por frontões curvos, vasos e estátuas possuindo uma clarabóia sobre um hall de distribuição do bloco de esquina, iluminando a circulação que serve de distribuição para diversos compartimentos. No interior, possui forros trabalhados em estuque com relevos em gesso. As varandas são decoradas e protegidas por lambrequins confeccionados em madeira.
- Casa nº 6 - Barão de São Luís - Leopoldo Antunes Maciel - Localização: Praça Coronel Pedro Osório, nº 6 - Construção: 1879 por José Izella Merotte. Seus primeiros moradores foram os Barões de São Luís, Sr. Leopoldo Antunes Maciel, sendo mais tarde passado para uma de suas descendentes, D. Othília Maciel, casada com o Sr. José Júlio Albuquerque Barros, que foi prefeito de Pelotas. É a casa central do maior conjunto arquitetônico neo-renascentista preservado na América Latina. Construção no limite do terreno, situada no centro do quarteirão. Simétrica tanto na planta quanto em fachada, possui recuo ajardinado, que aliado a um pátio interno proporciona uma planta em forma de "H". Sua fachada de porão alto possui sacadas e uma varanda formada por um jogo de arcos e colunas, cujo acesso é feito por escadaria dupla. O coroamento da edificação, em platibanda mista, torna-se diferenciado no torreão central, onde este é feito com um frontão triangular, sendo que ambos sustentam belas estátuas.
- Casa nº 2 - Barão de Butuí - José Antônio Moreira - Localização: Praça Coronel Pedro Osório, nº 2 - Construção : 1830 inicialmente em estilo colonial, de telhado com beiral, foi erguido para o charqueador José Vieira Viana. Não possui porão nem recuos e com aberturas pequenas. Sofreu uma substancial modificação por volta de 1880, quando foi adquirido pelo também charqueador José Antônio Moreira (Barão de Butuí), que o presenteou a seu filho Ângelo Gonçalves Moreira. Para essa reforma, foi contratado o arquiteto José Izella Merotte, que a identificou com as casas vizinhas, adotando uma "aparência clássica" construindo mais um pavimento e o coroando com uma platibanda vazada e frontões para marcar o acesso principal ou o centro do prédio. Além disto, houve a aplicação de pilastras sobre as paredes, e a adoção das diferentes ordens de origem greco-romana, e do enquadramento e emolduramento das aberturas. Esta edificação possui um elemento marcante: o mirante, de onde o movimento no canal São Gonçalo era observado. No ano 1977 o casarão foi tombado pelo Patrimônio Histórico Nacional, ficando alguns anos em semi-abandono. A partir dos anos 2004 e 2005, com recursos do programa Monumenta do Ministério da Cultura, passou a ser totalmente recuperado, para ser a Casa de Cultura e Museu Adail Bento Costa. O prédio que aparece adiante é a casa de Fernando Assumpção, na esquina da Rua Lobo da Costa.
A  quadra  seguinte,  pela Rua Félix da Cunha, da esquina da Rua Lobo da Costa para diante, inicia-se pela casa de Fernando Assumpção e será comentada mais adiante.
- Casa nº 2 - Barão de Butuí - José Antônio Moreira - Localização: Praça Coronel Pedro Osório, nº 2, vista nesta foto no sentindo inverso ao da foto anterior, (sul / norte), na esquina da Rua Lobo da Costa. Na época da fotograia era a sede do Partido Social Progressista (PSP).
José Izella Merotte, o arquiteto mencionado nas três últimas imagens anteriores.
 
Grande Hotel, Praça Coronel Pedro Osório, 51

Construção: 1925 a 1928 através da Cia. Incorporadora Grande Hotel, organizada para a construção do mesmo, foi adquirido o terreno no ano de 1924, através de doação do Dr. Fernando Luis Osório, no local onde funcionava o Cinema Politeama. O projeto foi escolhido através de concurso, cujo vencedor foi Theófilo Borges de Barros. A pedra fundamental foi lançada em 1925 e o prédio foi inaugurado em 1928, em meio a uma terrível crise financeira. O edifício tem quatro andares, construção de esquina   com   subsolo   habitável,  andar
térreo mais elevado em relação ao passeio, andar nobre evidenciado na fachada, dois pavimentos-tipo e mansarda. Possui 76 quartos, 6 apartamentos tipo suíte, salão de chá, um grande vestíbulo coberto por clarabóia de vidros coloridos (importada da França) e restaurante. No vestíbulo encontra-se escadaria com piso em mármore e corrimão em ferro trabalhado. Demonstra estilo Art-Nouveau.   Suas fachadas frontais possuem uma preocupação formal com o ecletismo histórico. No segundo pavimento, balcões sustentados por "cachorros" ornamentados com volutas dividem a volumetria. Com alto embasamento, que aumenta a imponência da construção, as fachadas são divididas verticalmente em três corpos distintos, originando pavilhões laterais salientes arrematados com frontões, sobrepostos às platibandas com brasões do Hotel ornados por guirlandas de rosas. Na esquina, o acesso é marcado por um corpo arredondado coroado por uma cúpula de bronze, importada da França, que abriga em seu interior um alojamento sob a caixa d'água.   Devido à elegância em seu estilo o Grande Hotel mereceu a seguinte observação do escritor e historiador Berilo Neves, que escreveu "Pompas e Cochilhas": O Grande Hotel de Pelotas é um dos poucos "grandes hotéis", do mundo que justificam seu nome. Tombado, permanece na praça mais importante de Pelotas como um símbolo da cidade e ainda recebe hóspedes. Muitos personagens ilustres nele se hospedaram e por muitos anos foi o principal hotel da cidade e da região. Era considerado o salão de festas da cidade. Lá costumavam ser oferecidos banquetes homenageando grandes vultos nacionais, bailes de carnaval. Um jantar no restaurante do Grande Hotel era classificado como o que havia de mais granfino.
Abrigo de Bondes, na Rua Lobo da Costa, ente as ruas Andrade Neves e XV de Novembro, adiante, à direita, vemos parte do prédio do Banco do Brasil, fazendo esquina da Rua XV de Novembro. Mais adiante, a cúpula de bronze do Grande Hotel.
Bonde no Abrigo de Bondes, na Rua Lobo da Costa, esquina da Rua XV de Novembro, em frente à lateral do prédio da Prefeitura. À esquerda do bonde, vemos primeiramente a Praça Coronel Pedro Osório e mais ao fundo, a frente do prédio do Casarão 2, na época, de propriedade de Ângelo Gonçalves Moreira, filho do charqueador José Antônio Moreira (Barão de Butuí), à direita do bonde vemos parte do prédio do Banco do Brasil.
Rua Lobo da Costa, esquina da Rua XV de Novembro, em frente à lateral do prédio da Prefeitura, mostrando o espaço a poucos metros adiante do Abrigo de Bondes, utilizado pelos "Carros de Praça" (táxis). À frente, o prédio do Banco do Brasil e mais adiante o prédio do Grande Hotel, visto também na penúltima imagem, acima. Na frente do prédio do Banco do Brasil, pela Rua XV de Novembro, vemos um bonde que faz a linha do Porto/Alfâmdega
Rua XV de Novembro, em frente à lateral do prédio do Banco do Brasi , vemos um bonde que faz a linha do Centro ao Porto/Alfâmdega
Mercado central vista do interior da Praça da República - Início do século XX. Note que à direita vemos parte do prédio da Prefeitura e adiante, toda a frente do Mercado Central, portanto, ainda não existia o Abrigo de Bondes. - Foto de: Guilherme Almeida - em: Projeto Pelotas Memória.
Pelotas - Cidade antiga   -   Praça Cel. Pedro Osório e seu entorno