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Pelotas - Cidade antiga -   Praça Coronel Pedro Osório
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Praça Coronel Pedro Osório - Imagens da região mais central da cidade, conhecida como 'O Coração de Pelotas', começam com a Praça Coronel Pedro Osório, seu entorno e adjacências, com a maioria dos prédios já tombados pelo patrimônio histórico, cujos proprietários, os "Barões do Charque", fizeram a história de Pelotas. A praça teve as seguintes denominações:
- Praça do Theatro;
- Praça da Regeneração;
- Praça D. Pedro II;
- Praça da República; e,
- Praça Coronel Pedro Osório - desde 07 de março de 1931
A Praça está situada em terreno que tem a seguinte história:
"Em 2 de julho de 1813, o Governador da Capitania, Dom Diogo de Souza, concedeu a dona Mariana Eufrásia da Silveira - viuva do terceiro Capitão Mor do Rio Grande, Francisco Pires Casado - o terreno que ela provou possuir desde 1784..."
"Dona Mariana obrigava-se a doar, conforme prometera no requerimento, 80 braças em quadro para uma praça, uma quadra junto à praça para uma nova Igreja, 80 braças em quadro para hospital e quartel".
Nas áreas doadas por dona Mariana, apenas a praça foi respeitada. Nas demais áreas foram construídas a Prefeitura e a Biblioteca. Onde D. Pedro II lançou a pedra fundamental da nova Igreja, por muitos anos existiu a famosa Confeitaria Brasil.
Logo após 1830 quando a Freguesia foi elevada a Vila, foi construído no centro da Praça um Pelourinho como símbolo da autonomia. O Pelourinho existiu até 1873, quando foi substituído pelo Chafariz, a Fonte das Nereidas.
Cidade Antiga - Praça Coronel Pedro Osório vista pelo seu contorno
 
Praça Coronel Pedro Osório em 1900.
Nome na época: Praça D. Pedro II

O terreno doado por Mariana Eufrásia da Silveira, onde se encontra a Praça Coronel Pedro Osório recebeu muita atenção da Câmara Municipal no final do século XIX e inicio do XX. Entre as constantes mudanças de nomes, entre eles Regeneração, Dom Pedro II, República. O local já sofreu grandes modificações paisagísticas.
No ano de 1876 é planejado um grande projeto de arborização e quali-
ficação do terreno de oitenta braças. Com as melhorias, a Câmara chegou a discutir a implantação de regras de conduta aos cidadãos que causassem quaisquer danos aos arvoredos ou aos outros elementos ali presentes. A imprensa local publicava criticas sobre a falta de cuidado com o gramado, relatando a sujeira e falta de higiene. E não era sem razão, o espaço aberto era trajeto de pessoas, vacas, mulas, cavalos e cabras. Tais fatores eram agravados pela falta de limpeza constante.
Para apaziguar as críticas da imprensa e da população e melhorar o aspecto da Praça (chamada de D.Pedro II na época), fora planejado o fechamento da mesma com um gradil de ferro. Entre 1876 e 1877 houve a liberação de verbas para a construção, planejada por Carlos Zanotta. O projeto foi apresentado à Câmara em 24 de novembro de 1876.
Foram colocados oito portões de ferro, tendo seus construtores que encomendar material da Europa para a finalização do projeto. O término do gradeamento se deu em 14 de setembro de 1877, e no interior da praça foram colocados chalés, coretos, quiosques, e outros elementos para o lazer.
A praça contava com vigia noturno para evitar atos de vandalismo, e a manutenção das plantas por vezes era realizado por escravos. A manutenção do imenso terreno da praça era administrada com dificuldades pelas autoridades. Em 1888 eram publicadas nos jornais, charges satirizando as condições do local. A Praça era reduto das pessoas com grande poder aquisitivo, os mesmos que a frequentavam tinham dinheiro e tempo para ir ao teatro que circundava o local.
O Intendente Dr. Cypriano Corrêa Barcellos dirigiu e executou entre os anos de 1911 e 1914, conjuntamente com o Dr. Cézar Campos, Jorge Schury, Carlos Bacchattini e o jardineiro Yata Saito, a substituição das árvores primitivas por arbustos e ramalhetes. Essa intervenção deu o aspecto até hoje visível a Praça Central.
Ocupando 21.962 m², a Praça é composta por espécies raras ameaçadas de extinção, exóticas e nativas. São cerca de 140 espécies distintas em uma área que concentra 400 árvores de grande e médio porte. - Fonte: http://almanaquedepelotas.com.br/volume1.htm
 
Praça da República em 1904 ainda era cercada.

Atual Praça Coronel Pedro Osório, mostrando a esquina da Rua Félix da Cunha com Rua Lobo da Costa.

Os prédios que aparecem com frente para a Rua Félix da Cunha, sentido sul-norte foram, na seqüência, de propriedade de:

casa nº 2 - Barão de Butuí - José Antônio Moreira;
casa nº 6 - Barão de São Luís - Leopoldo Antunes Maciel; e,
casa nº 8 - Barão de Cacequi - Conselheiro Francisco Antunes Maciel.
A praça, ainda cercada, vista pela Rua XV de Novembro, antiga Rua dos Canários e São Miguel. À esquerda, a Biblioteca Pública Pelotense, à direita a praça que a princípio, era chamada de Campo do Teatro, Regeneração, D. Pedro II, de novo Regeneração e, posteriormente, Praça da República, hoje, Praça Coronel Pedro Osório.
A praça, ainda cercada, vista pela Rua XV de Novembro, antiga Rua dos Canários e São Miguel. À esquerda, a Biblioteca Pública Pelotense, à direita a praça que a princípio, era chamada de Campo do Teatro, Regeneração, D. Pedro II, de novo Regeneração e, posteriormente, Praça da República, hoje, Praça Coronel Pedro Osório.
Observe que na imagem anterior a esta que pela rua XV de Novembro, a primeira esquina com a Rua Marechal Floriano o prédio é uma casa de um único pavimento (térreo), assim como o da esquina seguinte, bem mais adiante, com a rua 7 de setembro, que também é um prédio baixo, o que indentifica esta foto como posterior a 1946 e anterior a 1948, isto porque o prefeito, Dr. Procópio Duval Gomes de Freitas, governou o município de 1946 a 1948 e posteriormente, o prefeito Dr. Joaquim Duval, governou de 1948 a 1952 e já haviam os dois primeiros arranha-céus, o Edifício Palácio do Comércio com 10 andares, da Associação Comercial de Pelotas, e o Edifício APIP com 15 andares, da Associação dos Properietários de Imóveis de Pelotas. Nesta imagem se pode ver que no lugar da casa baixa na esquina da Rua Mal. Floriano, a primeira surgiu a sede do Banco da Província do Rio Grande do Sul S/A. e na esquina seguinte, a da Rua 7 de Setembro, já aparece contruído e acabado o Edifício Palácio do Comércio com 10 andares, da Associação Comercial de Pelotas, mas não aparece o Edifício APIP com 15 andares, da Associação dos Properietários de Imóveis de Pelotas, logo, se pode deduzir que esta foto é anterior a 1948. Veja também que a praça não aparece mais cercada porque foi removido antes de 1922.
Já nesta imagem se pode ver os dois primeiros arranha-céus, o Edifício Palácio do Comércio com 10 andares, da Associação Comercial de Pelotas, e o Edifício APIP com 15 andares, da Associação dos Properietários de Imóveis de Pelotas, mas note que o Edifício APIP ainda não aparece pronto, faltando remates nos útimos 5 pavimentos, o que identifica que esta foto deve estar antes ou dentro do ano de 1948, mas não posterior. Compare!
Completanto as imagens da praça quando ainda cercada, vemos esta datada de 07/12/1909 de Edições Meira nº 57.
A mesma foto acima no estado original.
Desfile militar na rua Lobo da Costa (Praça Cel. Pedro Osório após 07/03/1931), nos anos 20. A multidão estava vindo da direção do Theatro Guarany e Casarão nº 2 e indo em direção ao largo do Mercado Público. Aqui a praça jã não era cercada. Podemos observar que o prédio do Grande Hotel ainda não havia sido construído.
Na foto, entre as baixas árvores da Praça e os trilhos dos bondes, 6 carros posam para foto na inauguração da 1ª bomba de gasolina no ano de 1936, na Praça Coronel Pedro Osório, que assim já era intitulada, desde de 07 de março de 1931 quando o prefeito João Py Crespo homenageou o charqueador, agricultor e político de Caçapava do Sul, Pedro Luís da Rocha Osório.
Fonte: Facebook sob permisão de Ricardo De Assumpção Osorio Magalhães.
 
Praça da República em 1922.

Atual Praça Coronel Pedro Osório com frente para a Rua Marechal Floriano, sentido leste-oeste (para o bairro Fragata), sendo a primeira esquina, adiante, a Rua 15 de Novembro. Nesta, da esquerda para a direita, os dois primeiros prédios de 2 andares são a Prefeitura e a Biblioteca Pública, fazendo esquina com a Rua Conde de Piratini (a Biblioteta antes era somente o pavimento térreo). Na quadra e ssquina seguinte, o prédio da Confeitaria Brasil, fazendo esquina com a Rua Ismael Soares e, na quadra seguinte, fazendo esquina com a rua
Marechal Floriano, prédios baixos, atualmente é o Rex Hotel, um edifício de 6 andares. Na esquina nota-se um bonde de dois andares. prédio de três andares, mais adiante, pela Rua Marechal Floriano era o Banco Pelotense.
Nesta foto da Rua XV de Novembro em 1924, você vê dois becos que ligam as ruas Quinze de Novembro e Andrade Neves. São as travessas denominadas Coronel Ismael Soares e Conde de Piratini.
1 - Travessa Cel. Ismael Soares (esquina da antiga Confeitaria Brasil) - Cel. Ismael Soares da Silva foi um coronel da revolução farroupilha. Ele organizou junto com José Neto (Zéca Neto), Pedro Marques e Antônio de Sousa Netto, o corpo de cavalaria f arroupilha.
2 - Travessa Conde de Piratini (ao lado da Biblioteca Pública Pelotense) - João Francisco Vieira Braga, o barão; visconde e conde de Piratini foi um estancieiro, empresário e político brasileiro. Foi também vereador em Rio Grande, deputado provincial e vice-presidente da província do Rio Grande do Sul. Braga foi agraciado em 1854 com o título de Barão de Piratini. - Fonte: http://www.facebook.com/preteritaurbe - em Pelotas.
Foto: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
Foto: Bruno Barboza.
Praça Coronel Pedro Osorio (a partir de 07/03/1931), em 1920. - Foto: Ricadro Osório Magalhães.
Nesta foto vemos no primeiro plano o Lago e a Gruta, que por muitos anos foi o Banheiro da Praça. No segundo plano vemos os prédios pela rua Lobo da Costa e podemos notar que na rua central, atual Rua Anchieta, ainda não havia sido construído o Edifício do Grande Hotel. - Foto: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
Nesta foto vemos no primeiro plano na praça, a Gruta e o Lago que a circunda, na frente, a Rua Félix da Cunha e os Casarões nºs. 8, 6 e 2, que faz esquina com a Rua Lobo da Costa. Na seqûencia, ainda na esquina da Rua Lobo da Costa, a casa de Fernando Assumpção com frente para a Rua Félix da Cunha, 570. À frente desta, fazendo frente para a Praça Coronel Pedro Osório, vemos parte das casas geminadas, nº 1 de Arthur Assumpção e nº 3 de Fernando Luís Osório. - Foto: http://almanaquedepelotas.com.br/almanaque-v2.pdf
Cidade Antiga - Praça Coronel Pedro Osório - o Chafariz
O Chafariz - Fonte das Nereidas assentado no local onde existiu o Pelourinho. Note que a iluminaçao ainda era a gás de carbureto. No segundo plano vemos o Clube Caixeiral, Construído em 1902-1905, projeto de construção do arquiteto pelotense Caetano Casareto. Aqui ainda possuia as duas torres no topo da fachada e, à direita deste, o Quartel Legalista - "Casa da Banha" construído no século XIX, década de 30, durante a Revolução Farroupilha (1836), que serviu de quartel general a Manuel Marques de Souza - Conde de Porto Alegre.
Praça Coronel Pedro Osório - Chafariz - Fonte das Nereidas - Este Chafariz, inaugurado em 25 de junho de 1873, foi presente da França para a cidade de Pelotas. Foi projetado pelo artista francês A . D. Sonnevoire. Ele foi assentado no centro da Praça, no local onde existiu o Pelourinho.   A Fonte das Nereidas é o único chafariz de Pelotas que permanece no lugar onde foi assentado originalmente.
Note que adiante aparece o prédio da Prefeitura mas não o da Biblioteca, isto porque originalmente a Biblioteca foi construída com o projeto de somente com o pavimento térreo e nesta foto está oculta pelas árvores da Praça. - Bibliografia: Pelotas Memória - ano 12 nº 3 2001 - página 07 e imagens esparsas da Internet
Cidade Antiga - Praça Coronel Pedro Osório - o Lago
O Lago no entorno da Gruta, visto do interior da praça para Felix da Cunha esquina da Rua Barão de Butuí. A casa antiga na esquina, à frente, foi demolida para dar lugar ao que hoje é o Edifício Embaixador e o prédio sua frente pela Rua Barão de Butui, oculto pelas árvores é o casarão número 8 com frente para a Rua Felix da Cunha - Foto: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
Foto: Darcy Moreira dos Santos em memória - faz parte do acervo virtual do Instituto Histórico e Geográfico de CapãodoLeão
Fonte: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
A "Gruta", mais conhecida como a Casa do Lago, foi por muitos anos o banheiro público da praça. Atualmente é usada para depósito de ferramentas de manutenção do lago.
Cartão postal mostrando a entrada transversal da esquina da Rua Félix da Cunha e Marechal Floriano, em direção à esquina da Rua Lobo da Costa e Rua XV e Novembro, aparecendo ao longe a Torre do Mercado Central e, à sua direita, parte do prédio da Prefeitura.
Foto: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
Cidade Antiga - Praça Coronel Pedro Osório - Monumentos em seu interior
 
Inauguração ao Coronel Pedro osório.

Dizem os historiadores que no local da nossa Praça principal havia um terreno com grandes árvores: pés de eucaliptos e bojudas palmeiras que tiravam a vista dos prédios circunvizinhos. O Intendente Dr. Cypriano Corrêa Barcellos dirigiu e executou, conjuntamente com o Dr. Cézar Campos, Jorge Schury, Carlos Bacchattini e o competente jardineiro Yata Saito, a substituição das árvores primitivas por arbustos e ramalhetes que começaram a florir com fragrância. Isso ocorreu entre os anos de 1911 e 1914.  A princípio, a  Praça era chamada de Campo do Teatro,  Regeneração,   D. Pe-
dro II, de novo Regeneração e, posteriormente, Praça da República e, Praça Coronel Pedro Osório a partir de 07 de março de 1931 - Texto adaptado, extraído do livro da escritora Zênia de Leon: Pelotas - Casarões Contam Sua História - 1º. volume - página 110.
Monumento à Yolanda Pereira - Miss Universo 1930. - O Dr. Francisco Simões Lopes, discursando na inauguração do Pedestal à Yolanda Pereira na Praça da República em 1931 (atual Praça Cel Pedro Osório). - Foto de: Revista Pelotas Memória - Especial 1992
Monumento ao Dr. Urbano Martins Garcia (do escultor Leão Veloso) inaugurado em 13 de abril de 1936 na Praça Cel. Pedro Osório. Trabalhou na Santa Casa por 30 anos. - Foto: Leni Oliveira.
Praça Coronel Pedro Osório - Imagens antigas, algumas décadas mais recentes
Uma reunião ao ar livre na Praça Coronel Pedro Osório, diante do chafariz. O evento reuniu salvacionistas de Pelotas, Rio Grande e Porto Alegre, em 1967. - Foto: Pretérita uRBe - Pelotas/RS - Facebook.
O Bondinho da Praça - nos anos 70 em diante este bondinho fazia a alegria da criançada na Praça Cel. Pedro Osório. - Foto: Leni Oliveira.
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