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Rio Grande do Sul - Pelotas -   Outras instituições - Caridade
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Outras instituições - Caridade e Assistência Social - Na Cidade de Pelotas, as instituições de caridade e assistência social, desde a região central, urbana e bairros. Quando couber, as fontes associadas a determinada apresentação serão citadas.
Asilo de Mendigos




Asilo de Mendigos de Pelotas, na rua Dr. Amarante, no trecho frente ao Parque D. Antônio Záttera - Foto: www.vivaocharque.com.br/albuns/perello/perello20/perello20.htm
Asilo de Mendigos de Pelotas. - Fundado pelo jornalista Antônio Joaquim Dias na década de 1880, o Asilo de Mendigos de Pelotas, com a finalidade de fornecer abrigo e alimento aos mendigos da cidade.  O projeto contou com o investimento de João Augusto de Freitas, que ofereceu uma quantia de 825.147 réis, para o auxílio à construção do prédio.  Promulgada a ideia para a fundação de um asilo, ficou estabelecida em 1885 a Sociedade Beneficente Asilo de Mendicidade. Mudando o nome em junho de 1894, se chamando Asilo de Mendigos de Pelotas.  No dia 1º de julho de 1917 um mendigo vestindo o uniforme do Asilo saiu pelas ruas da cidade com uma carroça, com a finalidade de recolher donativos para a entidade.  A carroça foi feita na Fábrica de Carruagens de Luiz Schröder, e era muito conhecida pelos pelotenses, sendo o trabalho realizado até a década de 1940.  Antonio Joaquim Dias chegou ao Brasil, como imigrante pobre.  Nascido em Portugal, chega ao Rio Grande do Sul com 13 anos.  Inicia como empregado do Diário do Rio Grande, onde aprende a arte da tipografia.  Em 1869, radicou-se em Pelotas, onde viria a casar com Cezaria Dias, fundando, nessa cidade, o Jornal do Comércio, em 1870, que viria a vender, mais adiante.  Em janeiro de 1875, fundou o jornal o Correio Mercantil, sob o lema "não aceitamos responsabilidade de testas de ferro", iniciando um jornalismo independente e aberto, assegurando estável renda publicitária.  Dias exerceu papéis representativos na cidade, foi sócio benemérito da Biblioteca Pública Pelotense, sócio efetivo da Associação Emancipadora Clube Abolicionista, além de ser o Idealizador e fundador do Asilo de Mendigos de Pelotas.
Texto: https://www.facebook.com/Olharessobrepelotas/ Retorna ao topo
Asilo de Órfãs Nossa Senhora da Conceição
Prédio do Asilo de Órfãs Nossa Senhora da Conceição, construído em 1885 na Rua Gonçalves Chaves, 602. Ocupa o quarteirão inteiro, formado pelas ruas Gonçalves Chaves, Barão de Butuí, Santa Cruz e, Princesa Isabel. Há muitos anos ocupou parte do quarteirão adjacente com frente para a Rua Santa Cruz, onde tinha sua chácara. O edifício que se vê adiante é o Everest Center, da imagem acima.
Asilo de Órfãs Nossa Senhora da Conceição, na Rua Gonçalves Chaves, 602. A esquina no primeiro plano é a Rua Princesa Isabel, frente ao Edifício Everest Center. O edifício que se vê adiante é um prédio residencial na esquina da Rua Barão de Butuí. Retorna ao topo
Casa da Criança São Francisco de Paula
Casa da Criança São Francisco de Paula. - o prédio, na rua Uruguai esquina da rua 15 de Novembro, foi no passado a residência do Visconde da Graça - João Simões Lopes Filho
Residência do Visconde da Graça - João Simões Lopes Filho (no passado) - Rua Uruguai, esquina de Rua 15 de Novembro - atual: "Casa da Criança São Francisco de Paula". - O Solar do Visconde da Graça - João Simões Lopes Netto abrigou uma numerosa família.  O Visconde teve dois matrimônios. O primeiro casamento, em 1/06/1836, com Eufrazina Gonçalves Lopes, do qual tiveram 12 filhos.  É deste matrimônio o filho Catão Bonifácio, pai do escritor João Simões Lopes Netto.  O Visconde após viuvar em 21/12/1855, casou pela segunda vez na data de 1/07/1857, com Zeferina da Luz, com quem teve 10 filhos.  É deste segundo matrimônio o filho Dr. Antônio Augusto Simões Lopes, que veio a ser Prefeito de Pelotas.  O Visconde foi proprietário de inúmeros bens, como estâncias em Uruguaiana e São Gabriel, Charqueada da Graça em Pelotas, e Estância da Graça na Colônia São Pedro.  Fruto de seu trabalho fez enorme fortuna.
Por sua dedicação ao Império foi nomeado cavaleiro da ordem de Cristo, em 27/04/1846, e em 23/12/1868 foi nomeado Coronel Comandante da Guarda Nacional.  Em 1870 foi eleito membro da Assembleia Legislativa provincial, sendo que em 15/04/1871 foi eleito Vice Presidente da província, tendo assumido o governo.  Foi distinguido e honrado com o título de Barão da Graça com a Carta de Fidalguia e Nobreza em 27/11/1872.  Foi elevado a Visconde da Graça na data de 16/02/1876.
O nome Visconde está ligado a escola de veterinária, Cia. Hidráulica Pelotense, Gasômetro, Desobstrução do Arroio Santa Bárbara, Biblioteca Pública, Cia. de Bondes, Estrada de Ferro, Asilo de Mendigos e Libertação de Escravos.
Fonte: www.vivaocharque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm
Bibliografia: A Cidade de Pelotas - Fernando Luiz Osório
Pelotas - Casarões contam sua História" - Zênia de Leon Retorna ao topo
Creche Nossa Senhora da Conceição
Creche Nossa Senhora da Conceição - Orfanato Espírita Dona Conceição - Lar da Criança Dona Conceição - Rua João Manoel, 251. - O prédio foi residência do Cel. Domingos Jacinto Dias e Conceição Dias.
O casal Cel. Domingos e Conceição não teve filhos, e como dona Conceição sentia vocação para cuidar de crianças, aceitou o desafio de cuidar dos filhos alheios, dos filhos da pobreza e da miséria.  Começou com uma criança e chegou a ter 25 sob seus cuidados.  Dona Conceição encontrou como companheira, a dona Virgília Froes, e ambas fundaram no ano de 1911, a Sociedade Fraternal das Senhoras Espíritas.  Posteriormente foi fundada a Creche Nossa Senhora da Conceição, e as outras instituições.  O marido de dona Conceição, possuia muitas propriedades em Bagé e no Uruguai, com pastagens para o gado e terra para a agricultura.  O Coronel Domingos, também levava uma vida benemérita dedicando-se ao auxílio da pobreza.  A cada dia 22 de outubro, data de seu aniversário, comemorava fazendo as mais diversas doações para a velhice desamparada.  D. Conceição, já viúva, ao falecer em 1927, deixou tudo o que possuia em bens à creche por ela fundada, e para os parentes aquinhou-os muito bem com imóveis e usufrutos.
Fonte: www.vivaocharque.com.br/albuns/perello/perello04/perello04.htm
Bibliografia: Pelotas - Casarões contam sua História" - 2°. Vol. - Zênia de Leon Retorna ao topo
Instituto São Benedito
Instituto São Benedito - Vista parcial do Institudo São Benedito, na Praça José Bonifácio, desde a esquina da rua Dr. Miguel Barcelos. - Foto: Valery Pugatch. Retorna ao topo
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