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Mundo da cerveja

A Cerveja surgiu por acaso na Mesopotânia a 5.000 anos, quando grãos de cevada molhada fermentaram ao relento. Inclusive o Código de Hamurabi punia os taberneiros que enganassem os clientes e dava uma cota diária de 2 litros para os operários, 3 para funcionários públicos e 5 para administradores e o sumo sacerdote.

No Egito, a cerveja era feita para ajudar quem não podia pagar o vinho e o Faraó Ramses III passou a ser conhecido como "Faraó Cervejeiro" por doar aos sacerdotes 1 milhão de litros das suas cervejarias.

Para os romanos, a cerveja era a bebida menor diante do vinho e eles diziam que era bebida de bárbaros. Já os vikings a bebiam nos crânios inimigos com o brinde (em sueco/norueguês/dinamarquês) "Skôl" = Cerveja.

Na Idade Média, a cerveja era feita pelos monges, que usavam ervas para aromatizá-la. Era adocidada, até que eles começaram a adicionar uma florzinha, o lúpulo, para dar a ela o amargor que conhecemos.
Mas no século XVIII tudo mudou. Até então as cervejas eram do tipo "Ale", turvas e encorpadas, e na Baviera eram armazenadas no verão em grutas nos Alpes: o "lagering" (lagern em alemão = armazenar). Só que, com o frio, a cerveja sofria uma segunda fermentação no fundo do barril, ficando mais leve. Assim surgiu a cerveja "Lager".

O melhor ainda aconteceu em 1842 em Pilsen, na Boêmia, República Tcheca, quando uma nova fórmula de "lager" foi testada e resultou numa cerveja dourade de espuma branca que conquistou o mundo: a "Cerveja Pilsen".
Com o advento da tecnologia de refrigeração, a fermentação a frio no fundo dos tonéis passou a ser o padrão, produzindo "lagers" dos mais variados tipos, como pilsens, malzbiers, bocks ou octoberfests.

A cerveja na Baviera é um assunto tão sério que em 1516, Guilherme VI, Duque de Baviera, promulgou uma lei chamada "Lei da Pureza da Baviera", pela qual as cervejas só podiam usar água, malte de cevada e lúpulo.

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